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Inverno foi de chuva abaixo da média no Rio Grande do Sul e na maior parte do Brasil | Mário Andrade

O Rio Grande do Sul terá chuva entre hoje e a metade da semana com alerta da MetSul de que choverá muito em algumas regiões com acumulados em alguns municípios que vão atingir ou superar a média histórica de precipitação do mês de setembro inteiro em apenas 48h a 72h.


A chuva é muito importante porque os últimos meses foram em sua grande maioria de precipitações abaixo da média, reduzindo os níveis de mananciais e tornado o solo menos úmido. O inverno, que, tradicionalmente é um dos períodos mais chuvosos do ano no Rio Grande do Sul, neste ano teve precipitação inferior ao normalmente observado em quase todo o Estado. Julho, por exemplo, foi o mês mais seco do ano até agora em diversas cidades gaúchas.

A chuva começou a voltar com maior intensidade em agosto, mas ainda foi bastante irregular e abaixo da média em extensa parte do Rio Grande do Sul. Em alguns municípios, por outro lado, o último mês foi um dos mais chuvosos até agora neste ano. O mês, que tem alta média histórica de precipitação, terminou com chuva abaixo da média mensal em grande parte do território gaúcho com acumulados que não alcançaram 70 mm em diversas cidades das Metades Sul e Oeste. Já em alguns municípios da Metade Norte agosto foi o segundo ou terceiro mês mais chuvoso deste ano até o momento.

Em Cruz Alta, no Alto Jacuí, por exemplo, choveu 183,7 mm em agosto. O volume corresponde a 107% da média histórica mensal. Foi o segundo mês mais chuvoso de 2021 até agora no município que teve 257,3 mm no mês de maio. Comparando ao mês anterior que teve apenas 15,8 mm, agosto foi onze vezes mais chuvoso que julho em Cruz Alta. Em direção ao Noroeste, São Luiz Gonzaga, nas Missões, terminou agosto com 107,3 mm. A marca equivale a 73% da média histórica. Se inferior à normal mensal, a chuva de agosto na cidade missioneira foi oito vezes maior do que o volume registrado no mês de julho no município.

Santa Maria, no Centro do Estado, acumulou 124,4 mm em agosto, logo 87% da média histórica e quase quatro vezes mais que o registrado em julho que terminou com apenas 35,2 mm. Foi o terceiro mês mais chuvoso de 2021 até agora na cidade universitária. Em janeiro, Santa Maria registrou 202,3 mm, Já maio teve acumulado mensal de 187,8 mm.

Em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, choveu 148,5 mm em agosto ou 80% da média mensal. O volume corresponde a mais de cinco vezes o registrado no mês anterior que terminou com apenas 28,8 mm. Em Caxias do Sul este foi o quarto mês mais chuvoso do ano até agora. Por sua vez, nos Aparados, Bom Jesus anotou apenas 74,2 mm ou 36% da normal histórica de agosto. Agosto, assim, repetiu na localidade a chuva escassa de julho que acabou com somente 48,2 mm. Ainda no Norte gaúcho, Lagoa Vermelha teve um agosto com 49,4 mm ou tão-somente 24% da média mensal. Repetiu o padrão de julho que terminou com apenas 46,4 mm.


Em Bagé, na Campanha, choveu 92 mm ou 84% da média histórica mensal. Apesar de a chuva ter fica abaixo do normal, a precipitação registrada é um número positivo tendo em vista que no mês anterior choveu apenas 41 mm. Um pouco mais ao Sul, Santa Vitória do Palmar registrou 62,5 mm, o que corresponde a 59% da média mensal de agosto. Ao contrário de outras cidades, agosto foi o quarto mês mais seco do ano até o momento na cidade do Extremo Sul gaúcho. No mês anterior havia chovido 93,4 mm.

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Em Porto Alegre, agosto foi o terceiro mais chuvoso de 2021 até agora com um total de 139,7 mm, valor dentro da média histórica mensal. O mês mais chuvoso do ano na capital gaúcha foi junho com acumulado mensal de 205,2 mm, seguido por maio que teve 167,1 mm. Parte do acumulado total do último mês em Porto Alegre foi registrado em um único evento ocorrido no dia 25 de agosto que trouxe chuva volumosa para a Capital e Região Metropolitana. De 1° de janeiro até 31 de agosto choveu 816,2 mm em Porto Alegre.

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