O Rio Grande do Sul registrou 152.591 raios durante a segunda-feira em um dia marcado por temporais em grande parte do estado. O levantamento é da MetSul Meteorologia, com base em dados do sensor Geostationary Lightning Mapper (GLM) do satélite GOES-19, operado pela NOAA e pela NASA.

Foto mostra raios no Rio Grande do Sul

LEANDRO LOPES

O sensor GLM é um dos mais modernos instrumentos de monitoramento de tempestades do mundo. Instalado em órbita geoestacionária a bordo do GOES-19, ele detecta continuamente os clarões produzidos pelas descargas elétricas nas nuvens, permitindo acompanhar em tempo real a evolução das tempestades sobre a América do Sul.

Os dados mostram que a maior concentração de raios ocorreu no Oeste, na Campanha e em parte da Metade Sul gaúcha, regiões onde as tempestades apresentaram maior intensidade durante a segunda-feira.

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O município de Alegrete liderou o ranking estadual com 15.286 descargas atmosféricas detectadas pelo GLM. Em segundo lugar aparece Uruguaiana, com 11.234 raios, seguida por Sant’Ana do Livramento, com 6.815.

Na sequência aparecem Dom Pedrito (4.242), Santiago (3.862), Quaraí (3.702), Itaqui (3.631), São Gabriel (3.385), Lavras do Sul (3.358) e Tupanciretã (3.112).

Também tiveram elevada incidência de descargas a área da Lagoa dos Patos (3.052), Rosário do Sul (2.737), Bagé (2.673), Manoel Viana (2.658), São Francisco de Assis (2.544) e São Borja (2.387).

Completam a lista Cachoeira do Sul (1.968), Caçapava do Sul (1.953), Bossoroca (1.702), Piratini (1.617), Cruz Alta (1.570), Cacequi (1.533), Santo Antônio das Missões (1.515), Itacurubi (1.507), Capão do Cipó (1.486), Canguçu (1.339), Pinheiro Machado (1.329), Maçambará (1.323), São Sepé (1.279), Jaguari (1.059), São Miguel das Missões (1.051), Viamão (1.036), Encruzilhada do Sul (1.022), Jóia (1.012), Jari (1.010) e Soledade (1.003).

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A MetSul ressalta que Alegrete e Uruguaiana aparecem com frequência nas primeiras posições dos rankings de incidência de raios no Rio Grande do Sul, mas isso não significa necessariamente que sejam as cidades mais atingidas por tempestades severas.

O principal motivo é que ambos os municípios possuem as maiores extensões territoriais do estado. Como o levantamento contabiliza o número total de descargas dentro dos limites municipais, cidades com áreas muito amplas tendem naturalmente a registrar um volume maior de raios do que municípios menores.

Frentes quentes, como a que atua no Rio Grande do Sul, são prolíficas em causar pancadas de chuva fortes a torrenciais, vendavais, grande quantidade de raios e ainda granizo, muitas vezes grande.