A MetSul Meteorologia alerta para o alto risco de cheias de rios nesta segunda metade de julho no Rio Grande do Sul com possibilidade de enchentes em algumas localidades, uma vez que os volumes de chuva devem ser altos nos próximos dez a quinze dias no estado.

Foto mostra inundação por cheias de rios

CBMSC/ARQUIVO

O território gaúcho está ingressando no final desta semana em um prolongado período de instabilidade com a atuação inicialmente de uma frente quente e que depois passará a ser semi-estacionária sobre o Rio Grande do Sul.

Isso vai levar a uma sequência de dias com tempo instável que vão deixar acumulados de precipitação altos a muito altos em diversas áreas do estado, inclusive com volumes 100% a 200% da média do mês todo em poucos dias.

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Não se projeta chuva numa mesma localidade por uma semana ou dez dias, como vem sendo noticiado em alguns meios de comunicação, mas haverá acumulados altos em curtos períodos que vão provocar alagamentos e inundações repentinas em algumas cidades.

A instabilidade mais forte inicialmente vai atingir o Sul e parte do Oeste gaúcho no final desta semana, projetando-se que a chuva alcance maior número de localidades e chegue à Metade Norte no começo da semana que vem, sobretudo a partir do domingo (19).

De acordo com as projeções analisadas pela MetSul Meteorologia, Chuva mais generalizada no estado é esperada entre domingo e terça-feira. Os maiores volumes até o meio da próxima semana devem se dar no Oeste, Centro e no Sul do estado, com marcas de 100 mm a 200 mm em vários municípios e acumulados em alguns locais entre 200 mm e 300 mm.

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Os mapas abaixo mostram as projeções de chuva acumulada em 10 dias do modelo meteorológico canadense (CMC) e de 15 dias do modelo do Centro Meteorológico Europeu (ECMWF), ambos disponíveis com duas atualizações diárias em nossa seção de mapas (clique aqui para ter acesso).

Mapa de chuva do modelo europeu

METSUL

Mapa de chuva do modelo canadense

METSUL

Como se observa nos mapas, os maiores volumes de chuva nos próximos dias devem se dar no Oeste, Centro e o Sul do estado. O setor mais a Nordeste do estado, na Serra e Litoral Norte, onde estão as nascentes de rios como Taquari, Caí, Paranhana, Sinos e Gravataí, embora possa ter chuva localmente forte, não receberia volumes tão altos de chuva quanto outras áreas mais ao Sul e ao Oeste gaúcho.

Sob este cenário, muito preliminarmente, considera-se como de maior risco de cheias bacias de rios localizadas entre o Oeste, Centro e o Sul do estado, destacando-se os rios Quaraí, Ibirapuitã, Santa Maria, Vacacaí, Jaguari, Piratini e Camaquã. O Rio Jacuí também exige atenção, mas há divergência de dados dos modelos sobre os volumes na bacia com os maiores acumulados concentrados na parte intermediária e não nas nascentes.