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O último boletim divulgado nesta semana pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) dos Estados Unidos reportou anomalia de temperatura da superfície do mar de +0,9ºC no Pacífico Equatorial Central, indicando a continuidade do El Niño na região. Por outro lado, a anomalia no Pacífico Equatorial Leste, nas costas do Peru e do Equador, foi de 0,0ºC (neutralidade absoluta).

Esse desenho revela que o episódio de El Niño em curdo não se dá na forma canônica ou clássica em que o aquecimento ocorre tanto no Pacífico Central como no Leste na faixa equatorial. Ao contrário, concentra-se na parte central, a chamada região Niño 3.4. É o que os cientistas denominam de Niño de Pacífico Central ou Modoki, conforme a interpretação.


Esse não é modelo típico que traz chuva excessiva para o Sul do Brasil, uma vez que o aquecimento do Pacífico Leste (que não ocorre hoje) é o forte influenciador da precipitação no Sul.

 


Esse é um período do ano em que as projeções de longo prazo para o Pacífico costumam ter índice menor de acerto, o que a literatura descreve como “barreira de previsibilidade”, mas chama a atenção que vários modelos climáticos de longo prazo que no verão sugeriam El Nino moderado a forte para o segundo semestre hoje apontam o fim do evento do fenômeno no decorrer do inverno e a possibilidade de águas até mais frias na segunda metade do ano.

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