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Um raio atingiu uma área com grande concentração de pessoas em ato político em Brasília na tarde deste domingo (25), durante chuva intensa e instabilidade atmosférica, deixando dezenas de feridos e mobilizando equipes de emergência.

Raio em protesto em Brasília

REPRODUÇÃO

O episódio ocorreu por volta das 12h50, na Praça do Cruzeiro, no momento em que uma multidão permanecia reunida ao ar livre, muitos sob guarda-chuvas, o que aumentou o risco durante a descarga elétrica.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, 72 pessoas precisaram de atendimento médico no local após o raio.

Trinta e duas vítimas foram levadas a hospitais, e oito apresentavam condições instáveis de saúde. As demais estavam estáveis e receberam atendimento ainda na praça.

Testemunhas relataram que algumas pessoas ficaram desacordadas logo após o impacto.

O atendimento incluiu avaliação cardíaca, suporte respiratório e transporte emergencial para unidades de saúde.

A região registrava chuva forte, com trovoadas e descargas elétricas frequentes no momento do incidente, o que é comum nesta época do ano em Brasília.

Incidente reforça risco de raios nesta época do ano

Tempestades acompanhadas de raios, comuns no Brasil durante o verão, representam um dos fenômenos meteorológicos mais perigosos para quem está a céu aberto. Mesmo quando a chuva ainda não começou, a presença de nuvens carregadas já indica risco iminente de descargas elétricas, que podem ocorrer a quilômetros do núcleo da tempestade.

Os raios são descargas elétricas de altíssima energia entre as nuvens ou entre a nuvem e o solo. Em tempestades intensas, um único raio pode atingir temperaturas superiores às da superfície do Sol, provocando mortes instantâneas, queimaduras graves e paradas cardiorrespiratórias.

No Brasil, país com uma das maiores incidências de raios do mundo, centenas de pessoas são atingidas todos os anos. Estar em áreas abertas aumenta significativamente o risco. Campos de futebol, praias, áreas rurais, parques e topos de morros estão entre os locais mais perigosos durante uma tempestade.

Pessoas isoladas em espaços abertos tornam-se pontos preferenciais de descarga, assim como objetos metálicos elevados, cercas, postes e árvores solitárias. Um erro comum é buscar abrigo debaixo de árvores.

Embora ofereçam proteção contra a chuva, árvores são frequentemente atingidas por raios e podem transmitir a descarga para quem está próximo, seja por contato direto, seja pelo solo. O mesmo vale para estruturas improvisadas, como tendas abertas e quiosques sem aterramento adequado.

O risco não se limita ao momento em que chove forte. Raios podem ocorrer antes da chegada da chuva e continuar mesmo após a tempestade aparentar enfraquecimento. A recomendação é clara: ao ouvir o primeiro trovão, a pessoa já deve procurar abrigo seguro, preferencialmente dentro de edificações fechadas ou veículos com teto metálico.

Atividades ao ar livre devem ser imediatamente suspensas quando há previsão de tempestade elétrica. Práticas esportivas, trabalhos em campo, pesca, navegação e uso de equipamentos metálicos aumentam a exposição ao perigo. Em áreas rurais, o manuseio de ferramentas, tratores e cercas elétricas amplia o risco de acidentes graves.

Como se proteger dos raios

Durante uma tempestade com raios, a proteção começa com a decisão rápida de sair de áreas abertas. Ao ouvir o primeiro trovão ou perceber nuvens carregadas, é fundamental interromper qualquer atividade ao ar livre e buscar abrigo seguro imediatamente.

Os locais mais indicados são edificações fechadas, com paredes e telhado, ou veículos que funcionam como uma espécie de proteção contra descargas elétricas. Evite permanecer em campos, praias, áreas rurais, topos de morros ou locais elevados. Árvores isoladas, postes, cercas e estruturas metálicas atraem raios e nunca devem ser usados como abrigo.

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