Uma grande mudança do tempo tem início no Sul do Brasil a partir desta quinta-feira (8) e vai marcar o começo de um período de muito instabilidade na região com temporais e volumes de chuva elevados nos três estados da região.

Foto de chuvaa com raios em temporais

FABIAN RIBEIRO

O tempo muda no Rio Grande do Sul nesta quinta com muitas nuvens e chove na maior parte do estado no decorrer do dia. Com a atmosfera aquecida a partir de uma corrente de jato em baixos níveis que traz ar quente, formam-se nuvens carregadas que trazem chuva localmente forte com raios. Há risco de temporais isolados de vento forte e granizo em diferentes regiões.

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Apesar da instabilidade, momentos de melhoria com aberturas devem ocorrer em vários pontos do estado ao longo do dia, o que deve propiciar aquecimento com sensação de abafamento pela maior umidade.

Tal como a MetSul Meteorologia tem alertado, cenário meteorológico de alto risco é esperado por vários dias seguidos no Sul do Brasil com a atuação de diversos sistemas meteorológicos que devem trazer chuva forte e com volumes excessivos, vendavais isolados e queda localizada de granizo.

Embora a possibilidade de temporais isolados, alguns fortes a severos com potencial de danos, no entendimento da MetSul Meteorologia o maior perigo neste evento será a chuva que pode ter volumes muito altos em parte da região.

Grande número de cidades do Sul do Brasil deve ter até o começo da semana que vem chuva acima de 100 mm, mas haverá pontos com 200 mm a 300 mm. As áreas mais propensas à chuva excessiva serão o Noroeste e o Norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

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Uma área de baixa pressão que vai trazer chuva e risco de temporais isolados amanhã e no começo do sábado deverá dar origem a um ciclone extratropical a Sudeste do Chuí e a Leste do Uruguai no sábado.

Os dados de modelos processados pela MetSul Meteorologia indicam que este ciclone extratropical não seria intenso e seu campo de vento forte permaneceria em mar aberto com a pressão caindo com maior rapidez com o sistema já em processo de distanciamento do continente. Assim, não há expectativa que este sistema cause impactos em termos de vento ciclônico no Rio Grande do Sul.