Alina Souza/Correio do Povo

Os maiores volumes de chuva no Sul do Brasil neste fim de agosto e no começo de setembro são esperados no Sul e no Leste do Rio Grande do Sul, especialmente na região de entorno da Lagoa dos Patos. Nestas áreas, diversos municípios devem ter entre 50 mm e 100 mm no período. A chuva alcançará partes de Santa Catarina e do Paraná, mas com volumes menores. 

Na maior parte do Brasil, entretanto, seguirá predominando uma grande massa de ar seco que inibe a ocorrência de chuva. Justamente esta massa de ar seco faz com que a umidade da Amazônia escoe pelo interior do continente e gere a chuva na região de transição entre as massas de ar mais quente e fria que estará no Uruguai e Rio Grande do Sul. 

Na Região Sudeste, a tendência é de chuva mais em áreas costeiras com tempo seco e quente predominando no interior da região. No Centro-Oeste do Brasil, os dias seguirão muito secos com sol, temperatura bastante alta e risco extremo de incêndios na grande maioria das localidades da região. Em alguns pontos, a umidade relativa do ar cairá a valores abaixo de 10% – índices de deserto – e com o forte calor e vento, criando condições muito perigosas para queimadas e incêndios em vegetação que podem crescer e se alastrar muito rapidamente. 

O mapa acima mostra a projeção de chuva do modelo canadense para dez dias a partir da rodada da 0Z deste domingo (30). Este e muitos outros mapas de precipitação estão disponíveis ao assinante com diversas atualizações diárias na seção de mapas.