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Vanessa Dresch

Fortes temporais de granizo atingiram na madrugada deste domingo (6) cidades da região metropolitana de Porto Alegre. O município mais castigado foi o de Canoas, onde o granizo caiu em grande quantidade e chegou a acumular, trazendo na memória dos moradores a tempestade de outubro de 2015 em que milhares de casas e prédios da cidade tiveram danos por pedras de gelo maiores do que as que caíram na madrugada de hoje.

Os bairros mais afetados neste domingo com maior registro de granizo foram Rio Branco e Niterói, mas o fenômeno foi verificado em diversos outros bairros, como Fátima, Harmionia, Igara e o Centro de Canoas. Foram ao menos duas pancadas fortes de granizo no meio da madrugada.

Estas células de tempestade com maior quantidade de granizo seguiram uma rota na região metropolitana que criou uma faixa que foi de Canoas até Gravataí, passando por Cachoeirinha. Em Gravataí e Cachoeirinha, o granizo também caiu em grande quantidade em alguns pontos.

As pedras de gelo que atingiram Canoas, Cachoeirinha e Gravataí não foram grandes, mas também não foi o mais comum granizo miúdo. Seguidores da MetSul nas redes sociais enviaram durante a madrugada fotografias das pedras de gelo que caíram em suas residências.

Como os bairros mais atingidos de Canoas – Rio Branco e Niterói – estão na divisa com a cidade de Porto Alegre, o granizo caiu também em bairros ao Norte da Capital como o Humaitá e Anchieta. O mesmo ocorreu no Sarandi, no limite com Cachoeirinha. Apesar disso, os boletins meteorológicos METAR do Aeroporto Salgado Filho não chegaram a reportar granizo (GR) durante a madrugada.

Porto Alegre e a região metropolitana registraram intensa atividade elétrica durante quase toda a madrugada. Os raios foram mais intensos entre 2h e 4h da manhã com fortes trovoadas na Capital e cidades vizinhas em alguns momentos.

A sucessão de raios com relâmpagos fez até que a iluminação pública se desligasse – devidos aos sensores – em alguns pontos. Em Porto Alegre, a maior concentração de raios se deu do Centro para o Norte da cidade, apesar de descargas em todas as zonas da Capital.

Novo Hamburgo (Daniel Fleck)

Porto Alegre (Thedy Corrêa)

O granizo e os muitos raios registrados durante a madrugada foram favorecidos pelo ingresso de ar mais quente na Metade Norte do Estado, o que a MetSul antecipava e dizia seria o fator determinante para novos temporais. Com isso, a instabilidade se ativou na faixa central do Estado, ao redor do paralelo 30ºC, formando nuvens muito carregadas do tipo Cb (Cumulunimbus).

O granizo e os raios vieram ainda com pancadas de chuva forte a torrencial em alguns momentos da madrugada. No decorrer da manhã, a chuva foi predominantemente fraca com instantes de moderada à medida que a instabilidade perdeu força com o ingresso de ar mais frio em altitude. Os acumulados de chuva em Porto Alegre entre 0h e 12h deste domingo chegaram a 40 mm na zona Norte da Capital e a 35 mm em pontos da zona Sul. Nas últimas 96 horas, a precipitação se aproxima de 90 mm em alguns bairros da cidade.

A instabilidade mais forte agora com risco de temporais se desloca para áreas mais ao Norte do Rio Grande do Sul e pontos de Santa Catarina, onde a atmosfera está mais aquecida. O risco de temporais cai bastante no Centro, no Oeste e no Sul gaúcho, onde ar frio em altitude passa a atuar e não gera a energia para nuvens de maior desenvolvimento vertical.

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Este domingo de chuva, raios e granizo marca o começo de uma semana de tempo instável no Rio Grande do Sul. Dados indicam que ao menos até o próximo fim de semana há chance de chuva em parte do Estado. Somente no começo da próxima semana, entre os dias 13 e 14 deste mês, o tempo firmaria no território gaúcho e mesmo assim não por muito tempo, já que não haverá ingresso de ar polar. É importante enfatizar que, a despeito de estar se prevendo instabilidade até o dia 13 no Rio Grande do Sul, isso não significa que a chuva será incessante neste próximos sete a oito dias e que todas as cidades terão chuva ao mesmo tempo entre os 497 municípios do Estado. Haverá momentos de melhoria, inclusive com aberturas de sol, para logo após voltar a chover.

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