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A MetSul adverte que um ciclone extratropical vai se formar na quarta-feira (2) com o aprofundamento de um centro de baixa pressão sobre o Uruguai. O ciclone se originará, segundo a maioria dos modelos analisados, na região da foz do Rio da Prata com valor de pressão atmosférica central ao redor de 1.006 hPa.

Ciclones extratropicais são absolutamente rotineiros na climatologia regional e dezenas atuam todos os anos no Atlântico Sul. Este sistema não reunirá as características de um ciclone bomba perto do continente como o registrado entre os dias 30 de junho e 1 de julho porque não se espera uma explosiva intensificação próxima da costa com queda da pressão atmosférica de 24 hPa ou mais em intervalo de 24 horas.


A tendência é de rápida intensificação do ciclone à medida que o sistema se desloque para Sudeste, na altura do litoral da Argentina, à medida que se distancia do continente na quinta-feira, quando a sua pressão central deve cair para valores ao redor de 980 hPa. O ciclone será mais intenso, assim, quando já estiver distante do continente no Atlântico Sul.

O vento diretamente associado ao ciclone será mais sentido no Sul e no Leste uruguaio entre quarta e quinta-feira, em particular nos departamentos de Montevidéu, San José, Canelones, Maldonado e Rocha, onde as rajadas médias devem ficar entre os 70 km/h e 90km/h, mais intensas em pontos isolados, o que pode causar alguns transtornos como queda de luz. No geral, os impactos não devem ser significativos no Uruguai.

No Rio Grande do Sul, o sistema pode trazer vento forte indiretamente. Isso porque com o aprofundamento de centro de baixa pressão sobre o Uruguai vai atuar uma corrente de jato (vento) em baixos níveis da atmosfera. Com a diminuição da pressão atmosférica, o vento já começa a se intensificar da tarde para a noite desta terça e durante a quarta, dia em que a corrente de jato estará mais intensa sobre o território gaúcho, pode soprar com rajadas fortes do quadrante Norte.

A área de Santa Maria e a região dos vales, no Centro do Rio Grande do Sul, são as especialmente suscetíveis a vento forte na presença de uma corrente de jato em baixos níveis da atmosfera. Rajadas fortes de vento do quadrante Norte associadas ao “jato” poderão ocorrer ainda no Oeste de Santa Catarina e no Oeste do Paraná, como é comum neste tipo de condição meteorológica.

Uma frente fria vai se organizar, associada ao ciclone, e deve avançar pelo Rio Grande do Sul entre quarta e quinta-feira com chuva, mas que não será volumosa. Um risco na passagem da frente, considerando a presença da corrente de jato de baixos níveis e pela rápida troca de massas de ar (quente para fria) é a ocorrência de rajadas de vento forte a intensas e que em alguns pontos podem se revestir da condição de vendaval. A troca de massas de ar determinará ainda uma queda da temperatura, mas não se tratando de uma massa de ar frio de maior intensidade não se espera frio intenso.

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