A MetSul Meteorologia adverte que a segunda metade desta semana será marcada por elevada umidade relativa do ar com alta frequência de nevoeiro, neblina e cobertura de nuvens baixas no Sul do Brasil.

Porto Alegre (foto) terá nevoeiro frequente no restante da semana | FERNANDO OLIVEIRA
Diferentemente do frio seco de grande parte deste mês de maio, estes últimos dias do mês serão marcados por frio menos intenso à noite e dias com maior umidade do ar, mesmo que o sol apareça em diversas localidades.
As condições se tornarão altamente propícias para a formação de nevoeiro e neblina depois do afastamento da instabilidade do centro de baixa pressão. Sem uma massa de ar frio mais forte e com ar mais aquecido em altitude, haverá inversão térmica que irá favorecer nevoeiro e neblina em muitos pontos dos estados do Sul e ainda em parte de São Paulo, sobretudo no Leste paulista.
Sempre importante recordar que nevoeiro e neblina são fenômenos formados por minúsculas gotículas de água suspensas no ar junto à superfície, mas a principal diferença entre eles está na visibilidade.
No nevoeiro, a concentração de gotículas é maior e a visibilidade horizontal fica abaixo de um quilômetro, podendo cair para poucas dezenas de metros em casos mais intensos, o que afeta diretamente o trânsito em estradas, aeroportos e navegação, sendo comum em madrugadas e amanheceres frios e úmidos.
Já a neblina é uma forma mais fraca do mesmo fenômeno. Nela, há umidade suficiente para deixar o ar esbranquiçado ou acinzentado, mas a visibilidade permanece acima de um quilômetro. Embora possa causar leve redução da visão à distância, a neblina normalmente não provoca grandes transtornos.
Além de nevoeiro e neblina, a umidade favorecerá cobertura de nuvens baixas, que deixam o céu encoberto ou nublado, em diversos municípios. Haverá casos de cidades em que as nuvens baixas somente devem se dissipar em horas da tarde e em algumas é possível que a nebulosidade persista durante o dia inteiro.
Os mapas a seguir mostram a projeção de visibilidade horizontal para às 7h da manhã nesta quarta (27), na quinta (28) e na sexta-feira (29), a partir do modelo WRF, em que se observa como haverá muito nevoeiro no Sul e em parte de São Paulo.

METSUL

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Esta é a época do ano com maior incidência de nevoeiro no Rio Grande do Sul. Um estudo da Força Aérea Brasileira (FAB) da frequência do fenômeno no Aeroporto Salgado Filho, realizado entre os anos de 1998 e 2006, de autoria de Luiz Alexandre Fragozo de Almeida, mostrou que os meses da segunda metade do outono e do inverno são os de maior incidência do fenômeno no aeródromo.
Os três meses com maior frequência de cerração no período de estudo, de acordo com a pesquisa publicada pela FAB, foram junho com 63 dias, maior com 56 e julho com 48. Na sequência, aparecem abril com 33 dias, setembro com 18 e março com 12. O período de novembro a fevereiro tem muito baixa incidência do fenômeno.