Uma grande ruptura no padrão de temperatura deve ser esperada para os próximos dias com a chegada de uma massa de ar frio que trará de volta as condições típicas de inverno, de acordo com a previsão do tempo da MetSul Meteorologia.

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A segunda metade do outono e o começo do inverno foram marcados por frio persistente com sucessivas massas de ar polar. No Rio Grande do Sul, maio e junho tiveram um número alto de dias com temperaturas abaixo de zero, enquanto Santa Catarina registrou mínimas inferiores a -9°C no Planalto Sul.
O padrão frio também predominou no Uruguai e na Argentina. O Uruguai teve o maio mais frio desde 2007, e cidades como Montevidéu e Buenos Aires enfrentaram semanas de temperaturas muito abaixo da média, reforçando um comportamento típico de um inverno rigoroso.
Esse cenário mudou de forma abrupta entre a segunda e a terceira semana de julho, quando a atmosfera passou a apresentar características clássicas de El Niño nas latitudes médias da América do Sul. A mudança trouxe muitos dias de temperatura acima da média e de calor.
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Nos dias 17 e 18 de julho, várias cidades do Rio Grande do Sul superaram 35°C, e Porto Alegre registrou 33,8°C, a maior temperatura já observada em julho desde o início das medições em 1910.
O padrão de temperatura acima da média persistiu no final de julho e se manteve agora nos primeiros dias de agosto com vários dias em que a temperatura ficou perto e acima dos 30ºC sob a influência de várias correntes de jato em baixos níveis.
Justamente a mudança de padrão observada na metade de julho faz com que o Rio Grande do Sul não registre temperatura abaixo de zero desde 15 de julho. São, assim, 20 dias no Rio Grande do Sul sem registrar temperaturas negativas, o segundo período mais longo desde o primeiro registro de temperatura abaixo de zero do ano em 28 de abril.
Condição atual: ar quente e úmido
O Centro-Sul do Brasil se encontra sob a influência de uma grande massa de ar quente. No Sudeste e no Centro-Oeste, o ar é seco e favorece as máximas muito altas, de até 35ºC a 40ºC em pontos do Brasil Central. Mais ao Sul, o ar quente é úmido, o que gera instabilidade, especialmente no Rio Grande do Sul.

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A tendência é a manutenção do ar quente e úmido sobre o Sul do Brasil até quinta-feira (6) com tempo abafado e muitas nuvens com chuva localizada intercalada com aberturas de sol. A temperatura se eleva mais no Paraná, especialmente no Norte do estado.
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O que vem: massa de ar frio vai derrubar a temperatura
Uma frente fria com chuva e tempo severo, associada a um profundo centro de baixa pressão no Atlântico, começa a avançar pelo Rio Grande do Sul no final da quinta (6) e atinge a maior parte do Sul do Brasil durante a sexta-feira (7).
Na sequência do sistema frontal, uma massa de ar frio será impulsionada pelo sistema no oceano e vai derrubar a temperatura, marcando o começo de um período em que as temperaturas estarão mais baixas e abaixo ou próximas dos padrões de inverno.

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Os dados de hoje indicam que o resfriamento deve ser mais acentuado no Rio Grande do Sul, especialmente na Metade Sul gaúcha, embora o frio deve se fazer sentir em outras áreas do estado e da Região Sul. Pode, inclusive, voltar a gear no fim de semana no estado gaúcho.
Mais ao Centro do Brasil, os impactos da massa de ar frio serão muito menores. A frente fria deve instabilizar o tempo no final da semana e durante o fim de semana em vários pontos do Mato Grosso do Sul e parte do Sudeste, mas não se espera queda acentuada de temperatura. No começo da semana que vem, a temperatura deve declinar em parte de São Paulo, mas sem previsão de muito frio.