Portugal enfrentará a partir deste domingo uma intensa onda de calor que deverá se estender por quase toda a semana. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou praticamente todo o país em aviso laranja, sinalizando risco elevado devido às temperaturas muito altas.

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A única exceção é o distrito de Faro, que está em alerta amarelo, porém ainda assim sob atenção. Nos restantes distritos, como Beja, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Lisboa e Santarém, os termômetros vão ultrapassar os 40ºC.

Na região da Lezíria, em Santarém, a previsão indica temperaturas máximas de até 44°C no domingo, que também se mantêm acima dos 40 °C na segunda-feira. Lisboa, que não está tão habituada a calor extremo, deve registrar até 40°C, enquanto em zonas próximas como Sintra os valores ficam abaixo dos 30°C.

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No interior, Castelo Branco terá temperaturas próximas dos 40°C, tanto na capital de distrito quanto em municípios vizinhos, como Idanha-a-Nova e Covilhã. Já Évora deve alcançar 43°C e Beja 42°C.

Este calor intenso é provocado por uma Depressão Isolada em Níveis Altos (DANA) entre a Madeira e os Açores. Esse sistema atmosférico ajuda a impulsionar uma massa de ar extremamente quente, originária do norte da África, que está invadindo a Península Ibérica.

Espera-se que o pico da onda de calor seja na segunda-feira, quando temperaturas muito elevadas se estenderão por quase toda a península, com valores próximos ou superiores a 42°C no Vale do Guadiana. Isoladamente, a temperatura pode atingir 45ºC. A partir de quarta-feira, as temperaturas devem começar a diminuir gradualmente.

O calor intenso não traz apenas desconforto. Dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) mostram que entre 22 e 28 de julho houve 264 mortes em excesso, um aumento de 21,2% na mortalidade prevista. A região Norte foi a mais afetada, com a maioria das vítimas tendo mais de 75 anos.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) reforça o alerta para os riscos do calor extremo, especialmente para idosos, pessoas vulneráveis, e aqueles que vivem isolados ou em habitações sem condições de refrigeração.

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Especialistas recomendam cuidados básicos para minimizar os riscos, como hidratar-se constantemente, evitar exposição ao sol entre 11h e 17h, e estar atento a sinais de desidratação e exaustão térmica.

Esta situação alerta para a urgência de políticas públicas eficazes e preparação comunitária frente às mudanças climáticas que tornam esses eventos cada vez mais frequentes e intensos.

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