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NOAA

Por que o El Niño enfraquece e acaba mais rápido que o fenômeno La Niña? Buscando responder esta pergunta, um time de cientistas chineses fez um estudo das condições do Oceano Pacífico nas últimas décadas e confirmou a percepção que as fases de aquecimento Niño realmente enfraquecem e terminam mais rapidamente que as frias da La Niña.

Este é um tema relevante no momento porque o episódio de 2023-2024 do El Niño se encaminha para o seu final nas próximas semanas, agora no outono, podendo dar lugar muito provavelmente a um episódio do fenômeno La Niña mais tarde neste ano, em especial no segundo semestre.

Conforme os autores, as fases quentes e frias do El Niño-Oscilação Sul (ENSO) exibem uma assimetria significativa em sua velocidade de decaimento. Geralmente, o El Niño dá lugar a um evento La Niña nos meses de junho ou julho seguintes após seu pico.

No caso do evento atual, o El Niño atingia sua fase madura no segundo semestre do ano passado, ou seja, pelo estudo chinês a regra é que a La Niña se instalasse em junho ou julho deste ano. É exatamente o que os modelos de clima dinâmicos estão indicando para o final do outono e o começo do inverno deste ano.


Por outro lado, as anomalias negativas de temperatura da superfície do mar associada aos eventos La Niña podem persistir por mais de um ano após o pico, resultando numa duração mais longa do que a do El Niño, indicou o estudo da Academia Chinesa de Ciências.

Nesse sentido, o grupo de pesquisa do Professor Renhe Zhang avaliou as mudanças de El Niño para La Niña e vice-versa usando dados de observação e modelos de reanálise, acrescentando um modelo de circulação geral oceânica.

Os pesquisadores concluíram que o fim mais acelerado dos eventos de El Niño que os episódios de La Niña passa pelos padrões de vento no Pacífico Oeste, que definem como uma assimetria das anomalias de vento zonais durante as fases de decaimento do El Niño e La Niña.

O professor do Instituto de Ciências Atmosféricas e Ciências Oceânicas da Universidade Fudan observou estas assimetrias nas fases finais do El Niño e La Niña acabam afetando a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Centro-Leste, o que causa um decaimento distinto para os episódios de Niño e Niña.

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