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Tempo sem chuva no Natal é que se espera todos os anos, mas em 2020 o tempo firme na hora da ceia e nas confraternizações tem outra importância: a saúde. E a recomendação é ventilação. Sem chuva, as pessoas podem se encontrar ao ar livre. 

Os especialistas têm reiteradamente dito que neste ano devem ser evitadas confraternizações com um grande número de pessoas e que, ocorrendo, devem ser realizadas em céu aberto ou em ambientes muito ventilados. Como as pessoas retiram as máscaras para comer e tendem a conversar mais alto, aumenta o risco de contágio que é diminuído se o ambiente for ventilado. 


No caso do Sul do Brasil, o tempo firme predominará nesta véspera de Natal  em quase toda a região, exceto de pontos do Leste de Santa Catarina e do Paraná que podem anotar instabilidade. No Sudeste do Brasil, muitas áreas do Rio de Janeiro e Minas devem ter chuva à noite enquanto em São Paulo a instabilidade será mais isolada.

Projeção de instabilidade para 22h desta quinta-feira, véspera de Natal, do modelo WRF da MetSul

Embora as evidências sugiram que o coronavírus é comumente transmitido por meio de contato próximo e gotículas respiratórias, definições atuais de aerossóis mostram que partículas respiratórias maiores (<100 µm) podem seguir no ar por longos períodos. Em áreas fechadas com pouca ventilação, os aerossóis contendo o vírus podem se espalhar além de dois metros e se acumular, por exemplo, em uma sala. 

Daí o conselho dos infectologistas de abrir as janelas e manter o ambiente arejado. Um pequeno número de estudos isolou vírus viáveis em amostras de ar em laboratórios e a transmissão do vírus pelo ar foi identificada além do distanciamento recomendado de dois metros em espaços internos mal ventilados e lotados de pessoas.


Um painel de especialistas reunido por entidades científicas dos Estados Unidos concluiu que os aerossóis representam uma via de transmissão potencial importante para o SARS-CoV-2 com base em várias linhas de evidência, mas concluiu que pesquisas adicionais precisam ser feita para quantificar definitivamente o papel da via de transmissão aérea.

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Os especialistas da Universidade de Washington (EUA) que ontem publicaram uma nota técnica sobre o tema advertiram que “a ventilação dos ambientes por si só não é suficiente para mitigar a transmissão do coronavírus e deve ser implementada em conjunto com medidas de controle de infecção que abordem mais diretamente os modos primários de transmissão como a redução da ocupação do ambiente pra facilitar o distanciamento físico, uso de máscara, desinfecção de superfície e lavagem das mãos”.

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