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O domingo foi cinzento na maior parte do Estado com chuva em diversas regiões, mais concentrada na Metade Oeste, como era antecipado. Alegrete chegou a ter 57 mm de chuva. Em Porto Alegre sequer choveu, apesar do céu encoberto a maior parte do dia. A instabilidade de ontem, aliás, é uma prévia desta primeira metade da semana no Rio Grande do Sul. Até quarta-feira muitas nuvens vão cobrir o Estado com períodos de chuva, porém muito irregular na sua distribuição. A desorganização da instabilidade vai permitir até aberturas de sol, como são registradas nesta segunda em muitas áreas. No período, a maioria das localidades gaúchas terá baixos volumes de chuva. Haverá dia com chuva numa parte do Estado e sem nenhuma gota em outra, como se deu ontem. Os maiores acumulados tendem a ser dar no Norte e no Noroeste entre amanhã e quarta, mas, sobretudo, na quarta, quando pode chover forte até com elevados volumes em alguns pontos da Metade Norte.



Últimas duas projeções de chuva acumulada em 120 horas do modelo MBAR indica maires volumes na Metade Norte

A melhora do tempo na maioria das regiões tende a ocorrer na quinta-feira, apesar de chuva ainda no começo do dia em algumas áreas. Existe ainda alguma inconsistência dos modelos de computador que simulam condições atmosféricas, mas a maioria mostra o ingresso de ar seco e frio durante a quinta. A grande dúvida é o quanto vai avançar o ar frio para o Norte. Veja no mapa abaixo com a projeção para quarta à noite que o ar gelado alcançará o Uruguai e o Centro da Argentina na quarta-feira, mas os modelos se dividem quanto a sua influência no Sul do Brasil. Neste momento parece alta a chance de um forte resfriamento no Sul gaúcho, onde podem ocorrer mínimas como ainda não registradas em 2013 na sexta, mas para a Metade Norte os modelos têm oscilado muito de uma saída para outra quanto à intensidade do frio. Nesta área de transição de maior influência do ar frio (Sul gaúcho) e menor (Norte do Estado) está Porto Alegre. Como ora os modelos indicam o ar frio chegando com mais força ao Norte do Estado, ora com bem menos intensidade, as projeções de mínimas dos modelos para a Capital na sexta tem variado. Numa saída indicam até 2ºC pro amanhecer da sexta, mas na seguinte já apontam 7ºC.


Cenário que é desenhado por muitas simulações é que, não conseguindo avançar o ar frio muito para Norte, no fim de semana o tempo voltaria a se instabilizar no Rio Grande do Sul, especialmente na Metade Norte. Logo, o que se desenha no horizonte não é um período mais longo de dias secos e de temperatura baixa à noite como visto na semana passada. A influência do ar frio, chegando ou não ele com mais força, assim não seria prolongada e a atmosfera novamente se instabilizaria no Estado.


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Aliás, a primeira quinzena de maio se encaminha para terminar com chuva abaixo da média em muitas áreas do Estado. Nesta segunda metade de maio, contudo, pode haver uma alteração neste quadro. Observe a ilustração acima que mostra a projeção para os próximos 40 diasda Oscilação de Madden-Julian (OMJ), padrão atmosférico de maior instabilidade que se desloca pelo mundo em um intervalo de 30 a 60 dias. Nesta segunda metade de maio a fase da OMJ, que está ativa, pode trazer começo antecipado da temporada de ciclones tropicais no Pacífico Leste/Caribe, e aqui um aumento da instabilidade com um período mais favorável à chuva aqui no Estado, especialmente na Metade Norte e demais estados do Sul, coincidindo com a fase da oscilação.

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