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O NOAA dos Estados Unidos divulgou hoje as anomalias de temperatura da superfície do mar referentes ao Pacífico Equatorial da última semana e datadas em 18 de junho. A região Niño 1+2, próxima da América do Sul, na parte mais Leste da região, ficou em +2,1ºC. Trata-se do maior valor semanal na Niño 1+2 desde 10 de junho de 1998 (Super El Niño de 1997/1998), quando era de +3,0ºC. Para se ter ideia, na ultima ocorrência de El Niño em 2009, o dado semanal desta parte do Pacifico na metade de junho era de +1,1ºC. Já a região Niño 3.4, usada oficialmente para definir se há El Niño ou não, veio hoje com um dado de anomalia na última semana de tão-somente +0,5ºC, exatamente o limite (borderline) entre neutralidade e El Niño.




Ocorre que nos últimos dias houve um notável e muito rápido aquecimento das águas do Pacífico Equatorial Central e Leste, de forma que é nosso entendimento que esta anomalia de só +0,5ºC não reflete a realidade de hoje (23/6) do Pacífico Centro-Leste. Por isso, nossa crença que o dado a ser divulgado na próxima segunda-feira pelo NOAA e na quarta pelos australianos mostrará um valor até bem superior para esta que é a região mais acompanhada do Pacífico. Esse importante aquecimento ocorre no momento que começavam a surgir dúvidas mundo afora sobre as projeções de instalação do fenômeno neste ano. Isso porque, contrariando os indicativos dos principais modelos numéricos, o aquecimento do Pacífico Equatorial estabilizou durante a segunda metade de maio e na primeira quinzena agora de junho, mas se acelerou muito nos últimos dias. As condições são de El Niño, mas a grande questão é se vão se sustentar no longo prazo, caracterizando evento do fenômeno.

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