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As condições hoje são de El Niño no Oceano Pacífico Equatorial, entretanto ainda não se configura um evento do fenômeno. Por quê? As anomalias de temperatura da superfície do mar, de acordo com o último boletim da agência climática dos Estados Unidos, chegaram a +1,3ºC no Pacífico Equatorial Central e +0,8ºC no Leste. São valores que excedem com folga os critérios para El Niño que, por estes registros de anomalia, teria até intensidade moderada. 


Observa-se no mapa uma piscina de águas mais quentes do que a média na faixa equatorial, padrão clássico de El Niño? Mas por que não temos hoje um episódio do fenômeno ainda? 

Isso porque se trata de um fenômeno oceânico-atmosférico e neste momento somente as condições do oceano refletem El Niño. A atmosfera ainda não exibe as características tradicionais. Os padrões de nebulosidade, vento em altitude e pressão atmosférica não são condizentes com o fenômeno. Um desses indicadores é o chamado Índice de Oscilação do Sul (SOI na sigla em Inglês) que na média dos últimos 30 dias apresenta valor médio positivo, quando o normal sob El Niño são valores muito negativos. 

 Isso significa que ainda não houve o chamado “acoplamento” entre oceano e atmosfera, o que é necessário para desenvolver por completo e sustentar um evento de El Niño, assim como fazer com que a atmosfera em escala global repercuta o fenômeno. 


O aquecimento hoje se concentra mais no Pacífico Central, o que modelos de clima indicam seguiria nos próximos meses, e se sabe que os impactos são maiores no Sul do Brasil quando o maior aquecimento se dá no Pacífico Equatorial Leste.

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