El Niño vai estar presente durante todo este mês de março no Pacífico | NOAA

O mês de março, que se inicia hoje, começa com o fenômeno El Niño ainda atuando no Oceano Pacífico Equatorial, com intensidade no limite de moderada a forte. Março será o oitavo mês com condições de El Niño presentes no Pacífico, uma vez que o episódio atual do fenômeno foi declarado em junho do ano passado.

De acordo com o último boletim da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, a anomalia de temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Central (região Niño 3.4) está em -1,5ºC, portanto ainda com intensidade forte (1,5ºC a 1,9ºC).

Já o Pacífico Equatorial nos litorais do Peru e do Equador, a denominada região Niño 1+2, estava neste final de fevereiro com anomalia de +0,7ºC. Anomalia positiva nesta área do Pacifico favorece mais chuva no Sul, mas esta região chegou a ter anomalias de 3ºC em julho do ano passado.

A tendência para este mês de março é de gradual enfraquecimento do El Niño, mas o fenômeno deve persistir durante todo o mês. A perspectiva no entendimento da MetSul é que o fenômeno atue com intensidade moderada durante grande parte do mês de março, ou seja, com anomalias entre 1ºC e 1,4ºC.

Segue o prognóstico da MetSul Meteorologia de que o atual evento de El Niño deverá chegar ao fim em meados do outono, possivelmente entre abril e maio, seguindo-se um período de neutralidade (-0,4ºC a 0,4ºC) no Pacífico Equatorial Central que tende a prevalecer na segunda metade do outono e talvez ainda até o começo do inverno. No segundo semestre, condições de La Niña devem estar presentes.

Embora enfraquecendo, o El Niño ainda pode gerar eventos extremos. Isso porque os seus impactos no Sul do Brasil tendem a ser maiores nas estações de transição, ou seja, outono e primavera. Como o outono meteorológico (trimestre março a maio) se dará sob efeito de El Niño, há risco de períodos de excesso de chuva.

Segundo a última projeção da Universidade de Columbia, dos Estados Unidos, as probabilidades indicam a persistência do fenômeno El Niño nestes últimos dias do verão, uma transição para fase de neutralidade ao longo do outono e o retorno do fenômeno La Niña no final do outono ou durante o inverno.

IRI

As projeções de probabilidade da Columbia apontam no trimestre de março a maio 83% de El Niño, 17% de neutralidade e 0% de La Niña. Para o trimestre abril a junho, 27% de probabilidade de El Niño, 72% de neutralidade e 1% de La Niña. No trimestre de maio a julho, 9% de El Niño, 71% de neutro e 20% de La Niña.

No trimestre de inverno, junho a agosto, 5% de El Niño, 46% de neutralidade e 49% de La Niña. No trimestre julho a setembro, 3% de El Niño, 26% de neutralidade e 71% de La Niña. Finalmente, no trimestre de primavera, de setembro e novembro, 5% de El Niño, 27% de neutralidade e 68% de La Niña.

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