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A safra de trigo de 2017 no Rio Grande do Sul enfrenta graves adversidades do clima desde o seu começo. Inicialmente, o excesso de chuva dificultou o plantio e os produtores que conseguiram plantar enfrentaram perdas expressivas por erosão, perdas de nutrientes e compactação do solo. Quando a maioria dos agricultores conseguiu plantar, a chuva “cortou” e passou a predominar o tempo seco. A germinação não é uniforme e a qualidade dos grãos cai. Além disso, em alguns lugares, onde o plantio foi mais tardio, as plantas sequer germinaram. E quais são as perspectivas?


No curtíssimo prazo, o cenário segue muito ruim para as lavouras de trigo do Rio Grande do Sul. Até o dia 2 de agosto, a Metade Norte gaúcha seguiria com dias de sol e temperatura elevada à tarde, acentuando a perda de umidade do solo. Entre a quarta-feira (2) e a quinta (3/8) espera-se a passagem de uma frente fria que deve trazer chuva mais generalizada com volumes de 10 mm a 30 mm na maioria dos locais, ocasionalmente superiores em alguns pontos. Será o começo da retomada de um regime de chuva mais próximo do normal com precipitações mais freqüentes e volumosas. Isso porque se espera agora em agosto haja um aumento na frequência de passagens de frentes frias ativas (com chuva) pelo Rio Grande do Sul, o que evitará se repita o julho por demais seco. (Com foto de Antonio Costa/AENPR)


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