O ciclone que atingiu o Rio Grande do Sul entre quinta e sexta-feira da última semana foi um dos maiores desastres climáticos da história do estado. Quinze pessoas morreram. O desastre afetou dois milhões de pessoas, deixou 3,2 mil desabrigadas e ainda fez com que 4,3 mil gaúchos ficassem desalojados com destruição em várias cidades.

Volumes de chuva extremos de 200 mm a 350 mm caíram em poucas horas nos vales, na Grande Porto Alegre e principalmente em cidades próximas da Serra, junto ao Litoral Norte, o que acabou por gerar inundações repentinas que arrastaram carros, casas e pessoas. A água subiu tão rapidamente que pessoas morreram afogadas em suas próprias casas.

Porto Alegre teve o maior acumulado de precipitação em 24 horas em junho de sua série histórica com 141,6 mm até 9h de sexta (16), superando o recorde mensal de 138,8 mm de 15 de junho de 1982. A média histórica de precipitação de Porto Alegre de junho todo é 130 mm. O volume até 9h de sexta de 209,0 mm em Campo Bom foi o maior em 24 horas em junho em estação do Instituto Nacional de Meteorologia no Rio Grande do Sul desde 1984.


O ciclone trouxe ainda fortes a intensas rajadas de vento que passaram dos 100 km/h, o que trouxe queda de árvores, postes e destelhamentos. Cerca de um milhão e meio de gaúchos estavam sem luz no amanhecer do dia 16.

Caará foi o epicentro do desastre. O prefeito Magdiel Silva afirmou que vai ser preciso reconstruir toda a cidade. “As perdas são irreparáveis. A gente vai ter que reconstruir toda a cidade do zero”, declarou, em entrevista à Rádio Guaíba. Silva descreveu o cenário como catastrófico. “A situação da nossa cidade hoje é catastrófica. Edificações rurais, edificações urbanas, prédios públicos e do setor calçadista, todos destruídos”.

A dimensão do desastre foi estampada nas capas dos jornais do Rio Grande do Sul nos dias que seguiram ao ciclone com devastação, enchentes e muita destruição, além de um elevado saldo de perdas de vidas humanas.


Sexta-feira, 16 de junho de 2023

Na sexta-feira, dia que o ciclone estava junto à costa gaúcha, o Correio do Povo foi o único jornal a trazer o ciclone na capa. O veículo, que tem a previsão do tempo da MetSul, estampou como manchete que a formação do ciclone agravaria os prejuízos causados pela chuva.

Sábado, 17 de junho de 2023

Com a dimensão do desastre já conhecida, após o pior do ciclone no final da quinta e durante as primeiras horas da sexta, os jornais Zero Hora e Correio do Povo ocuparam as suas capas inteiras com a tragédia provocada pelo ciclone.


Segunda, 19 de junho de 2023

Caará, o epicentro do desastre, foi o destaque nas capas dos jornais Zero Hora de Correio do Povo. Zero Hora publicou foto de carro que foi arrastado pela enxurrada e foi parar sobre as lapides de um cemitério. O Correio do Povo ilustrou sua capa com foto da desolação em meio ao desastre no município. Os jornais do Vale do Sinos, NH e VS, vieram com capa pôster das enchentes no vale com a maior cheia do Rio dos Sinos desde 2013.