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O fim da tarde de segunda-feira teve a presença no céu de Santa Cruz do Sul de um raro tipo de nuvem e que poucas vezes foi registrado no Rio Grande do Sul. Imagem feita por Juliana Spilimbergo, do Portal Gaz, chamou a atenção dos meteorologistas da MetSul Meteorologia que buscaram confirmação com colegas da Meteorologia dos Estados Unidos. O que se observou em Santa Cruz e ninguém na cidade notou foi uma discreta formação de ondas Kevin-Helmholtz em que as nuvens parecem ondas do mar.


Em dezembro do ano passado, enormes nuvens em forma de ondas surpreenderam os moradores de Birmingham, no estado norte-americano do Alabama. As imagens correram o mundo pelo inusitado. Se formações de nuvens Kevin-Helmholtz são pouco freqüentes, o tamanho delas e o desenvolvimento em baixa altitude foi ainda mais espantoso no estado americano.


De acordo com a MetSul, ondas Kevin-Helmholtz no céu são formadas por divergência de vento (ar se move em diferentes direções e velocidades) numa atmosfera estável, como era o caso da segunda-feira em Santa Cruz do Sul, quando predomina uma massa de ar seco e quente. Outro fator que contribui para a formação das ondas é uma inversão térmica na atmosfera. “A velocidade do vento no topo da nuvem é maior que na base, o que faz a nebulosidade rolar num formato de ondas”, diz o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall. Segundo Nachtigall, nuvens do tipo Kevin-Helmholtz são muito pouco comuns em baixas altitudes.

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