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Um novo temporal voltou a atingir Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, na noite desta quarta-feira (25), apenas 72 horas depois de uma das chuvas mais extremas já registradas na história do município.

Chuva em Juiz de Fora

Alagamentos voltam a tomar conta de Juiz de Fora | PABLO PORCIUNCULA/AFP/METSUL

A precipitação começou por volta das 20h30 e caiu de forma persistente, provocando alagamentos, enxurradas e ampliando o cenário de preocupação na cidade. As regiões Sul, Leste e Central foram as mais afetadas.

No bairro Alto dos Passos, na região Sul, ruas ficaram tomadas pela água. Comerciantes precisaram agir rapidamente para tentar conter os prejuízos, retirando a água que invadia lojas e estabelecimentos com rodos e baldes. O volume de chuva elevou rapidamente o nível de córregos.

A Prefeitura alertou, por meio das redes sociais, que o Córrego Santa Luzia começou a sair da calha na altura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no cruzamento das ruas Ibitiguaia e Porto das Flores. A orientação foi para que moradores redobrem a atenção e evitem áreas sujeitas a inundações.

A Defesa Civil emitiu alerta para risco de deslizamentos, alagamentos e inundações. A recomendação é que moradores de áreas de risco deixem suas casas preventivamente em caso de sinais de instabilidade, como rachaduras em imóveis ou movimentação de terra.

Durante o temporal, um motoboy foi arrastado pela enxurrada em uma via inundada. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o momento em que o trabalhador é levado pela correnteza. Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de saúde dele.

O Hospital Municipal de Juiz de Fora também registrou alagamentos, aumentando a apreensão diante da repetição de eventos extremos em um intervalo tão curto.

As autoridades reforçam que a população deve evitar atravessar ruas alagadas, não tentar enfrentar enxurradas e acompanhar os avisos oficiais enquanto a instabilidade persiste.

Os volumes de chuva nesta noite em Juiz de Fora foram extremos. Dois pontos de medição do Cemaden registraram até 0h desta quinta-feira (27) acumulados acima de 100 mm: 114 mm em Graminha e 113 mm na Cidade Universitária.

A MetSul está alertando que estados da Região Sudeste enfrentam risco de novos episódios de chuva forte a intensa pela atuação de uma área de baixa pressão que pode adquirir características subtropicais, alerta a MetSul Meteorologia. Não se descartam volumes extremos isolados.

A baixa pressão, que atua sobre o continente, deve avançar para o Atlântico. A partir daí, o cenário se torna mais complexo, com possibilidade de formação de múltiplas áreas de baixa pressão sobre o mar, algumas com traços subtropicais, ainda que de forma passageira.

Os modelos não indicam ciclone de grande intensidade. Contudo, ao menos um dos sistemas pode evoluir para depressão subtropical e, em cenário menos provável, para tempestade tropical em alto-mar, longe da costa. O principal risco é chuva forte a muito intensa.

O período mais crítico deve ocorrer entre hoje (26) e amanhã (27). Nesta quinta, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo podem ter episódios de chuva volumosa. Na sexta, o risco segue em Minas, Rio e Espírito Santo. No sábado, maior concentração de volumes elevados do Centro para o Norte mineiro e no território capixaba. Zona da Mata mineira, já afetada por desastre, está entre as áreas de risco.

Há uma alta probabilidade nos quatro estados da região de alagamentos, inundações e enxurradas, além de risco elevado de deslizamentos.

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