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Um triste e alarmante recorde para a humanidade foi batido nos últimos dias. Os níveis de dióxido de carbono na atmosfera do planeta, medidos no observatório de Mauna Loa no Havaí, atingiram pela primeira vez 415 ppm (partes por milhão).


“É um planeta que não conhecemos”, escreveu o meteorologista americano Eric Holthaus em sua conta de Twitter. Os níveis de concentração de CO2 subiram numa escalada sem precedentes em 800 mil anos, destaca o renomado Scripps Institution of Oceanography da Universidade da Califórnia em San Diego.

“É a primeira vez na história da humanidade que se atinge 415 ppm. Não apenas na era dos registros, mas desde antes a invenção da agricultura. Desde antes que humanos existissem”, escreveu Holthaus.

No planeta Terra de milhões de anos atrás, os níveis de CO2 eram mais altos do que hoje e a temperatura global muito mais alta que na atualidade. Nos 800 mil anos anteriores à Revolução Industrial, os níveis de dióxido de carbono não excederam 300 ppm. O Homo sapiens não surgiu até 300 mil anos atrás e os predecessores são de dois milhões de anos atrás.

O dióxido de carbono é o gás de efeito estufa que a ciência aponta como o maior responsável pelo aquecimento global e decorre, dentre outras causas, da queima de carvão e petróleo. Os gases liberados “aprisionam” a radiação solar na atmosfera.


Há consenso científico amplo que o ser humano é o responsável pelo aquecimento em ritmo acelerado de hoje e que causas naturais isoladamente não são suficientes para explicar a Terra mais quente. Mudanças que no passado levaram dezenas de milhares de anos agora estão ocorrendo em pouco mais de trinta anos. 

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