O principal corredor terrestre entre Chile e Argentina foi reaberto nesta semana após 34 dias de fechamento provocado por intensas nevadas e condições meteorológicas adversas na Cordilheira dos Andes. O Paso Los Libertadores, parte do Sistema Integrado Cristo Redentor, voltou a operar de forma gradual nesta semana.

Maior corredor rodoviário entre Argentina e Chile fechado pela neve

PASOS FRONTERIZOS

A passagem estava fechada desde 14 de julho, depois de sucessivos episódios de mau tempo atingirem a região. O volume de neve acumulado ultrapassou seis metros em alguns pontos, dificultando os trabalhos de limpeza e tornando inseguro o deslocamento pela rota internacional.

A reabertura, entretanto, ainda é parcial. Neste primeiro momento, somente caminhões de transporte de cargas podem atravessar a fronteira.

A prioridade é para os caminhões que estão aguardando na região de Uspallata e que já possuem a documentação necessária para realizar o cruzamento.

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Por questões de segurança, carros particulares e ônibus de passageiros ainda não estão autorizados a utilizar o complexo fronteiriço. A liberação para esses veículos dependerá da evolução das condições da estrada e da meteorologia.

A dimensão do problema ficou evidente pela quantidade de veículos retidos durante o período de fechamento. Mais de 5 mil caminhões chegaram a ficar parados nos dois lados da fronteira, provocando atrasos no transporte e prejuízos para empresas dos dois países.

O impacto também alcançou cargas provenientes de outros países do Mercosul, entre eles Brasil, Paraguai e Uruguai, que utilizam o corredor para acessar o mercado chileno.

A operação de recuperação da estrada exigiu trabalho contínuo das equipes chilenas. A Direção de Vialidad manteve funcionários e máquinas trabalhando 24 horas por dia para remover a neve e recuperar as condições de circulação.

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Além da neve, as equipes também precisaram lidar com avalanches e outros problemas provocados pelas condições extremas na Cordilheira dos Andes.

O longo fechamento reacendeu a discussão sobre a vulnerabilidade do principal corredor rodoviário entre Chile e Argentina durante o inverno.

Entidades empresariais dos dois países defendem investimentos em sistemas de monitoramento, prevenção de avalanches e maior coordenação entre as autoridades responsáveis pela operação da fronteira.

Também ganhou força a discussão sobre alternativas estruturais, como um túnel em altitude mais baixa, capaz de reduzir a dependência das condições meteorológicas nas áreas mais elevadas da Cordilheira.