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Modelos numéricos insistem na projeção de uma poderosa erupção de ar polar alcançando o Sul do Brasil na próxima semana. O modelo europeu chegou ontem a indicar temperatura em 850 hPa (nível de 1500 metros) de -7°C no Rio Grande do Sul. Esse é um valor nos níveis das maiores ondas de frio dos últimos 30 anos. Na saída da madrugada deste sábado reduziu para -5°C a -6°C em 850 hPa, o que é igualmente atipicamente gelado. O modelo canadense é um dos mais agressivos no indicativo de frio com mínimas baixíssimas e incomuns no fim de semana dos dias 6 e 7 de julho. Chega a projetar quase -10°C nas partes mais altas do Rio Grande do Sul e -10°C a -12°C no Planalto Sul Catarinense.


Existe uma semana pela frente e não é um cenário consolidado, mas é um indicativo crescente pela persistência dos dados que não apenas fará frio, mas sim muitíssimo frio. A cada dia que passa com os modelos mantendo a tendência, cresce a possibilidade de verificação do projetado. 

Antes mesmo dessa provável incursão de ar muito gelado entre os dias 5 e 6 já vai fazer muito frio no Estado. A Metade Sul, em especial, deve ter mínimas ao redor de 0°C ou negativas durante toda a próxima semana ou quase na semana inteira.

A possibilidade de neve começa a ser analisada. Somente no curto prazo é possivelmente prever, mas a esmagadora maioria das ondas de frio no passado com a intensidade projetada pelos modelos teve algum registro de neve. A maioria dos modelos não indica neve ainda, mas a saída do modelo canadense da madrugada deste sábado indicou a possibilidade entre sexta (5) e sábado (6).

O modelo americano GFS, também disponível na seção de mapas, projeta ainda mais neve e em muito mais locais.


Havendo uma incursão polar continental não raro se formam sistemas de baixa, cavados ou de onda curta que podem gerar instabilidade e, assim, neve sob uma atmosfera gelada.

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