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Com ar muito quente alimentando a instabilidade e altíssimas taxas de instabilidade na atmosfera, os próximos dias terão chuva em volumes muito altos e tempestades severas freqüentes, inclusive com risco de tornados, na Argentina. Na saída de ontem à tarde, o modelo europeu projetava 300 mm pra cidade de Buenos Aires em sete dias.


Desenha-se, assim, um cenário muito complicado para o Centro argentino com prováveis danos e inundações. Muito trabalho, assim, para o Projeto Relâmpago. E o que é esse projeto?

É a maior iniciativa até hoje de pesquisa de tempestades fora dos Estados Unidos e que ocorre neste mês e em dezembro na Argentina. É um exército de cientistas de Estados Unidos, Argentina e Brasil caçando tempestades. São 160 meteorologistas, estudantes, técnicos e engenheiros com base em Villa Carlos Paz, em Córdoba.

O investimento é de 32 milhões de dólares e envolve 2000 rádiosondas, 30 estações hidrometeorológicas, 12 estações de mapeamento de raios da NASA, 7 radares meteorológicos e uma aeronave de pesquisa atmosférica. Uma atração são os ROW ou radares móveis, sobre caminhões, que vieram dos Estados Unidos e hoje percorrem as estradas da Argentina.


Como o Centro da América do Sul, o que inclui o Sul do Brasil, é a segunda região mais propícia do mundo a tempo severo, os cientistas estão aqui na tentativa de entender melhor como estes temporais se formam e seu comportamento. Entendendo melhor as tempestades, será mais fácil prevê-las.

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