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A morte do motociclista Jauri Avelhaneda do Nascimento, 36 anos, atingido por um raio quando trafegava na Free-way durante o temporal da quinta-feira, trouxe perguntas do público. Como pode ter ocorrido a tragédia ? Em um automóvel, não conversível, o carro funciona como blindagem eletrostática, o que se denomina de “gaiola de Faraday”. Não são os pneus do carro que oferecem proteção. Físicos explicam que a voltagem do raio é tão alta que os pneus, de isolantes, passariam nesse caso a se comportar como se fossem condutores, ou seja, permitiriam a passagem das cargas elétricas. O automóvel oferece proteção porque as cargas elétricas ficam distribuídas de forma homogênea em torno da estrutura do veículo. Assim, dentro do carro não há movimentação dessas cargas, de forma que o campo elétrico no interior é nulo A sequência de imagens abaixo (YouTube/Reproduçao) mostra um raio atingindo um carro trafegando por estrada na Rússia. O motorista nada sofreu.




Já com as motos e bicletas não há a blindagem metálica em cima da cabeça do motociclista e o risco é muito superior. Há muitos casos nos Estados Unidos de mortes de motociclistas por raios nos últimos anos e alguns documentados também no Brasil. Em dezembro de 2011, mulher morreu numa moto alcançada por descarga em Itatiba, interior paulista. Antes, em março de 2008, motociclista perdeu a vida ao ser atingido por raio na Fernão Dias, também em São Paulo. Há casos também de condutores de bicicletas, sobretudo na região Centro-Oeste, fulminados por raios. O Serviço de Meteorologia americano traz recomendações em suas páginas na internet aos condutores de motos e bicicletas para que busquem abrigo em locais seguros de descargas numa tempestade, como com qualquer pessoa que esteja em campo aberto durante situação de risco.

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