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São Borja (foto) voltou a passar dos 40°C neste domingo tórrido na região | Tereza Castro

O Rio Grande do Sul registrou hoje o seu 12º dia seguido com temperatura máxima acima dos 40ºC em onda de calor atipicamente prolongada que segue produzindo marcas históricas dia após dia. O domingo foi tórrido com calor extraordinário no Noroeste gaúcho enquanto nos vales e na Grande Porto Alegre a presença de muitas nuvens impediu que o dia tivesse máximas extremas e potencialmente recordes. Nas Missões, a temperatura foi a mais alta desde 1943 e a segunda mais alta da série histórica.

A máxima neste domingo na rede do Instituto Nacional de Meteorologia foi de 42,0ºC em São Luiz Gonzaga, marca só superada na cidade em 110 anos de dados pelos 42,4ºC em 16/1/1943. A temperatura de hoje na cidade das Missões demoliu marcas históricas anteriores de 41,5ºC em 19/01/2022, 40,9ºC em 20/1/2022, 40,8ºC em 12/12/1944 e 27/12/1952, 40,6ºC em 18//1/2022, 40,4ºC em 21/1/2022, 40,2ºC e, 22/1/2022 e 40,1ºC em 15/11/1985. A temperatura máxima média histórica de janeiro em São Luiz Gonzaga é de 31,6ºC, logo a máxima de hoje ficou 10,4ºC acima da normal.


O Inmet mediu ainda marcas acima de 40ºC em suas estações em outras regiões com 40,5ºC em Alegrete, 40,4ºC em São Vicente do Sul e 40,0ºC em São Gabriel. Já estações particulares e de outros órgãos indicaram 44,3ºC em Santa Rosa, 42,6ºC em Porto Vera Cruz, 42,3ºC em Porto Xavier, 42,2ºC em Itaqui, 42,0ºC em Santo Antônio das Missões, 41,4ºC em São Sepé, 41,2ºC em São Borja, 40,6ºC em Cachoeira do Sul, 40,4ºC em Santo Ângelo, 40,3ºC em Cerro Largo, 40,2ºC em Espumoso e Tapera, 40,1ºC em Parobé e Bossoroca.

Apesar de a Organização Mundial Meteorológica Mundial (OMM) não fazer distinção entre estações particulares e de serviços nacionais de Meteorologia para fins de recordes, desde que a marca aferida corretamente tenha refletido a realidade, no Brasil apenas dados de estações do Instituto Nacional de Meteorologia são computados para fins de recorde na climatologia histórica.


Por isso, as máximas de hoje, de mais de 44ºC em alguns municípios do Noroeste, que superam a mais alta máxima oficial do Rio Grande do Sul de 42,6ºC (1917 e 1943 em Alegrete e Jaguarão respectivamente), não são consideradas um novo recorde do Estado. A estação oficial de Santa Rosa do Inmet que poderia ter registrado eventualmente um novo recorde estadual de calor para o Rio Grande do Sul nestes dias escaldantes segue fora do ar.

Grande Porto Alegre

Na Grande Porto Alegre, as nuvens evitaram a que a região tivesse um dia memorável de calor. O domingo já começou incrivelmente quente com uma das madrugadas de temperatura mais alta já observadas na capital com mínima de 27,0ºC na estação convencional e 27,1ºC na automática do Jardim Botânico. Embora o céu quase claro ao amanhecer, entre 9h e 15h as nuvens predominaram.

Mesmo com a nebulosidade, a temperatura em Porto Alegre atingiu 37,6ºC no Jardim Botânico e 38,1ºC no bairro Auxiliadora. Em Canoas, as máximas foram de 35,5ºC no bairro Estância Velha e 36,8ºC no Fátima. São Leopoldo foi a 35,6ºC. Campo Bom teve 37,6ºC. Novo Hamburgo, na Lomba Grande, anotou 37,2ºC. E Parobé foi a 40,1ºC.

Previsão do tempo para esta segunda-feira

A onda de calor ingressa no seu 13º dia em mais uma jornada de temperatura muito alta e enorme abafamento. A Grande Porto Alegre terá entre 36ºC e 38ºC na maioria das cidade enquanto o Noroeste e a Fronteira Oeste voltam a passar dos 40ºC.

O sol aparece com nuvens na maior parte do Estado, mas no decorrer do dia ocorrem períodos de maior nebulosidade. Ar quente e úmido traz pancadas de chuva e temporais isolados com risco de vendavais e granizo para grande parte do território gaúcho da tarde para a noite. Os temporais em alguns pontos podem ser de forte intensidade com potencial de danos.

A chuva é novamente mal distribuída no Rio Grande do Sul nesta segunda, mas pontos localizados podem ter chuva intensa de curta duração. Em alguns locais já chove de manhã, mas a instabilidade maior é na segunda metade do dia. A chuva impede maior aquecimento e máximas extremas em cidades em que chegar mais cedo.

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