Olá, leitores e leitoras, muito tem se falado na mídia sobre um ciclone que vai se formar, então creio que é importante colocar em contexto a situação meteorológica para que vocês entendam o cenário e não alimentem preocupações sem necessidade.

Mapa de vento do ciclone

Campo de vento forte a intenso do ciclone ficará em mar aberto | METSUL

Nós na equipe da MetSul Meteorologia não emitimos nenhum alerta quando ao ciclone por uma razão muito simples: os dados com que trabalhamos não indicam risco algum de vento ciclônico intenso pelo sistema.

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Neste momento, uma área de baixa pressão atua entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, o que traz mais um dia de chuva para os gaúchos e novamente com altos volumes em parte do território gaúcho, sobretudo na Metade Norte, onde apenas entre o começo desta terça e o final da manhã choveu mais de 100 mm.

A área de baixa pressão vai começar a dar origem a um ciclone extratropical a Leste da província de Buenos Aires, na foz do Rio da Prata, no final desta terça e nas primeiras horas da quarta-feira.

O ciclone, então, vai se deslocar para Leste e Sudeste ao longo da quarta-feira, assim se afastando de continente. À medida que se distancia, o sistema se aprofunda e ganhará maior intensidade.

Todos os dados analisados pela nossa equipe na MetSul indicam que o campo de vento forte a intenso ficará restrito a alto mar. Em mar aberto, as rajadas devem passar dos 100 km/h. Já em terra, a realidade será distinta.

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Não há expectativa de vento intenso de natureza ciclônica (que sopra por horas com rajadas muito fortes) nem no Uruguai, que estará perto do ciclone, e muito menos no Sul do Brasil.

O que o ciclone fará é organizar uma frente fria que vai avançar pelo Sul do Brasil com chuva entre hoje e amanhã, mudando o tempo depois com chuva e temporais em áreas sob onda de calor no Centro-Oeste e no Sudeste do Brasil.