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O maior iceberg do mundo e um dos de maior dimensão já vistos até hoje avança lentamente neste momento pelas águas do Atlântico Sul e é monitorado atentamente por cientistas e militares pelos riscos que oferece para a navegação e a vida marinha. 

O território ultramarino britânico da Geórgia do Sul está em alerta  pela aproximação do iceberg identificado pela sigla A68a. O gigantesco bloco de gelo que se descreveu da Antártica em 2017 está à deriva no Atlântico Sul.


Polarview

Com cerca de 4.200 km2, cerca de dez vezes a área de Porto Alegre, o A68a ocupa uma área superior a todo o território de Cabo Verde (4.033 km2) ou da Polinésia Francesa (4.167 km2). O iceberg é tão extenso que não cabe numa só imagem.

Corporal Philip Dye/BFSAI

Corporal Philip Dye/BFSAI

Corporal Philip Dye/BFSAI

Royal Air Force

Copernicus

Government of South Georgia Islands

O gigantesco bloco de gelo está sendo monitorado pela Força Aérea Britânica (RAF) que divulgou um vídeo mais recente do A68a, e pelo Governo da Geórgia do Sul. Os últimos dados situam o iceberg a cerca de 150 quilómetros a Sudoeste da costa da Geórgia do Sul, conhecida como “o cemitério” dos icebergues da Antártida.

As autoridades recordam o desastre ambiental ocorrido há 17 anos e, por isso, acompanham com muita atenção a progressão do A68a. Se o iceberg encalhar na Geórgia do Sul pode ameaçar as espécies animais nativas do arquipélago.


No final de 2003, após o icebergue A38 ali encalhar, as praias se encheram de filhotes de focas e pinguins mortos, afetados nas suas rotas de alimentação pelo bloqueio provocado pelo iceberg.

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O A68a está derretendo e se desfazendo, mas não é possível estimar quanto tempo levará para derreter por completo nem se as correntes irão empurrar o imenso bloco de gelo para a Geórgia do Sul.

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