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Foi uma manhã de terça-feira cinzenta em Porto Alegre e várias outras cidades do Rio Grande do Sul. O Aeroporto Salgado Filho deixou de reportar nevoeiro só perto do meio-dia desta terça-feira. Ainda às 22h de ontem a zona Norte de Porto Alegre começou a registrar restrição de visibilidade. Até às 7h houve registro de névoa úmida e em metar especial das 7h20m surgiu a primeira informação de nevoeiro no Aeroporto com a visibilidade em 900 metros. Até 11h da manhã as condições foram de nevoeiro na zona Norte de Porto Alegre, até que às 11h25m a visibilidade subiu para 1200 metros (deste vez névoa úmida).



Os aeroportos de Santa Maria e Pelotas também apresentaram restrição de visibilidade. A imagem de satélite acima mostra que o nevoeiro se concentrou na madrugada e durante a manhã sobre o Centro e o Leste do Estado, particularmente em torno das lagoas e da bacia do Rio Jacuí, além de outros rios do Centro gaúcho como Sinos e Taquari. Sobre a Metade Norte, em locais de maior altitude, e com menor componente de inversão térmica, o tempo permaneceu aberto. No Salgado Filho, em Porto Alegre, dezenas de voos foram afetados pelo aeroporto estar operando abaixo dos limites mínimos durante a manhã.


Muitos passageiros ficaram esperando horas pelo seu voo de manhã no Salgado Filho – Vinicius Rotatto/CP

Advecção de ar quente, explicada no boletim anterior, foi determinante pro nevoeiro. No caso de Porto Alegre, a sondagem das 9h da manhã apontou temperatura em superfície de 10,6ºC com 9,8ºC a 200 metros e 9ºC a 330 metros. Ocorre que em toda parcela da atmosfera entre 400 metros e 2600 metros de altitude, a temperatura era superior à da superfície, caracterizando forte inversão térmica. A 670 metros, a sondagem acusou 17,8ºC, expressivos 7,2ºC a mais que na superfície.



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A MetSul alerta que as condições seguem favoráveis à ocorrência de nevoeiro no Estado amanhã e na quinta-feira, mas não necessariamente com a mesma intensidade e duração de hoje à medida que a temperatura em superfície também devem começar a se elevar com menor resfriamento noturno. As áreas próximas de rios e lagoas devem continuar a apresentar maior freqüência do fenômeno no Centro e no Leste do Estado.

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