O Guaíba subiu desde a quinta-feira (23) e entre ontem (24) e hoje (25) chegou a atingir a marca de 2,11 metros na medição da régua eletrônica do Cais Central da Avenida Mauá, junto ao Centro Histórico de Porto Alegre.

Foto mostra cheia do Guaíba

Guaíba alto e com a correnteza trazendo muitos detritos neste sábado | NILSON WOLFF

A elevação do Guaíba chegou a causar alguns poucos pontos com acúmulo de água nas ilhas de Porto Alegre, sem grande expressão, e desde o começo deste sábado o nível baixou gradualmente.

Na tarde deste sábado, a régua do Cais Central da Mauá marcava 2,02 metros e a curva era de baixa nas últimas horas com redução lenta do nível do manancial.

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O pico de vazão do Rio Taquari, que foi o rio contribuinte com a maior cheia, já passou. Também o pico de vazão do Caí, que também teve cheia, já alcançou o delta do Jacuí. É o que explica a redução do nível do Guaíba.

O nível deverá, no entanto, seguir acima do normal pela vazão que ainda chega do Rio Jacuí que está alto. A cheia do Jacuí não é grande, fato que foi determinante para a nossa análise e informação de que o Guaíba não teria uma cheia de maior porte.

Rios contribuintes menores como o Sinos e o Gravataí, embora tenha subido, da mesma forma não apresentam grande cheia, outro fator para que o Guaíba não tenha subido muito mais.

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Não há previsão de vento Sul forte para os próximos dias que pudesse causar efeito de represamento no Norte da Lagoa dos Patos com elevação súbita e rápida do Guaíba, uma vez que não há previsão de massa de ar frio com maior intensidade.

A chuva dos próximos dias, porém, deverá manter o nível do Guaíba elevada, mas não é claro ainda se haverá um repique de cheia dadas as grandes divergências ainda existentes entre as projeções dos modelos sobre onde deve chover mais no Rio Grande do Sul.

A MetSul Meteorologia alerta que, se neste momento o Guaíba não é maior ameaça para Porto Alegre, nos próximos meses haverá cheias maiores ou muito maiores do que a atual. No último El Niño, o Guaíba transbordou ao superar 3 metros em setembro de 2023, novembro de 2023 e maio de 2024, seguindo acima da cota de transbordamento ainda em parte de junho de 2024.