Nuvens escuras avançaram sobre Porto Alegre ao meio-dia de ontem, antes da chuva forte a torrencial que se abateu sobre vários pontos da cidade. Imagem por Luís Marks.

A região metropolitana de Porto Alegre teve uma quarta-feira muito chuvosa e com altos volumes enquanto a maior parte do Rio Grande do Sul experimentou um dia de pouca ou nenhuma chuva que pudesse amenizar os efeitos da grave e prolongada estiagem que seca rios, arroios, açudes e córregos, causando escassez de água para os consumos humano e animal, além de arrasar lavouras.

Os acumulados de precipitação na Grande Porto Alegre em muitos pontos foram equivalentes a 50% a 100% da média histórica de chuva de todo o mês de janeiro.

Os volumes, especialmente nesta época do ano, variam uma enormidade de um local para outro, inclusive dentro de um mesmo município.

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Até 18h de hoje, os totais de precipitação da quarta na região metropolitana chegavam a 93 mm em Gravataí, 84 mm em Alvorada, 81 mm em Sapucaia do Sul, 79 mm em Canoas e Viamão, 77 mm em Cachoeirinha, 73 mm em São Leopoldo, e 51 mm em Campo Bom.

Em Porto Alegre, até 18h, a chuva somava 53 mm na estação de referência climatológica do bairro Jardim Botânico, porém em outros pontos da cidade choveu mais ou menos, conforme o bairro, com registros até o horário de 60 mm na Hípica, 59 mm no Cristal, 51 mm em Belém Velho, 40 mm no São João, 35 mm no Centro, e 33 mm na Cidade Baixa e Restinga.

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Um arroio transbordou na zona Norte da cidade em local crítico e que sempre alaga em dias de chuva volumosa. A precipitação média histórica do mês de janeiro em Porto Alegre (série 1961-1990) é de 100,1. mm.

Os volumes foram altos ainda até 18h na Serra com 83 mm em Nova Petrópolis, e no Vale do Paranhana com 85 mm em Parobé, 69 mm em Igrejinha e 57 mm em Três Coroas.

O risco de chuva forte era antecipado pela MetSul que destaca haver um ambiente favorável à precipitações localmente volumosas pelo “encontro de ar mais frio que avança do Sul com o ar quente e úmido sob baixa pressão atmosférica”.

Uma frente fria cruzou pelo Rio Grande do Sul ontem com maior atividade no Leste do Estado, o que explica os maiores volumes terem ocorrido em áreas do entorno da Lagoa do Patos, na Grande Porto Alegre, parte da Serra e no Vale do Paranhana.