Não bastasse a falta de chuva que atinge muitas áreas do Sul do Brasil e traz prejuízos no campo, a madrugada desta quinta-feira (5) trouxe geada muito tardia que atingiu lavouras de milho e trigo no final do ciclo em cidades do Norte e do Nordeste do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

No Norte gaúcho, houve formação de geada em diversas cidades da Serra, do Planalto e dos Campos de Cima da Serra. Municípios como Jaquirana, Bom Jesus, Capão Bonito do Sul, Charrua, Ibiraiaras e Vacaria tiveram geada hoje cedo em um momento crítico por ser muito além do período normal para o fenômeno invernal.

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A menos de um mês do começo do verão climático, que se denomina pelo trimestre de dezembro a fevereiro, o Rio Grande do Sul teve mínimas nesta quinta-feira de apenas 0ºC.

Uma massa de ar frio que ingressou no Estado e a infiltração de ar seco no Norte gaúcho pela presença de uma baixa pressão na costa do Sul do Brasil favoreceram o forte resfriamento no Norte do Estado. O frio se concentrou principalmente em áreas de baixadas.

Geada tão tardia, apesar de não ser comum, não chega a ser surpresa neste ano. A MetSul, em boletim para o seu assinante intitulado “La Niña está cada vez mais perto e impactará a agricultura”, publicado em 5 de agosto deste ano, advertia não apenas de geada tardia como que poderia gear até no mês de novembro.

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“O resfriamento maior do Pacífico Equatorial igualmente acentua o risco de geada tardia. Por isso, produtores devem estar alertas para o alto risco de episódios de frio tardio em setembro e outubro. Há precedentes sob La Niña de frio intenso com geada até em novembro”.

Com o La Niña cada vez mais forte, o risco de geada tardia se mantém neste final de ano, apesar de limitado a áreas de baixadas de regiões de maior altitude do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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