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Gases do La Soufrière se espalham na atmosfera | Adam Plataform

A pluma de gases da erupção do vulcão caribenho La Soufrière é cada vez maior e atinge dois continentes. 

Com efeito, imagens de satélite mostram que dióxido de enxofre (SO2) que emanou da erupção já cobre extensas áreas do Norte do Brasil e da América do Sul, bem como parte da África. 


Nesse sentido, é crucial enfatizar que os gases estão em altitude e não oferecem risco para os moradores do Norte do Brasil e outras áreas que não sejam principalmente as próximas da erupção. 

O registro do enxofre vulcânico que se espalha é do sensor TROPOMI. O sensor está no satélite Sentinel 5 que é parte do programa europeu de observação da terra Copernicus.

As cinzas do vulcão alcançam até 16 quilômetros de altura. Desse modo, com o vento, gases e cinzas conseguem atingir longas distâncias. Os gases, além do Norte do Brasil, chegaram até, por exemplo, a Venezuela, Suriname e Guiana. E, assim, pelo vento, avançam pelo Atlântico. 

Muitas cinzas na atmosfera 

O vulcão registra sucessivas explosões. Então, muitas cinzas vulcânicas caem nas imediações do vulcão La Soufrière com impacto na rede de energia da ilha. E, na troposfera, percorrem com o vento longas distâncias. 

A população tem a orientação de usar máscaras e vedar as janelas. Muitos habitantes e turistas já deixaram a ilha por navios. Nesse sentido, empresas de cruzeiros marítimos participam das operações de resgate.


O vulcão La Soufrière

O vulcão apresentou erupções em 1718, 1812, 1902, 1971, e 1979. A pior foi em 1902 e matou cerca de 1.600 pessoas, a maioria delas indígenas caribenhos, perderam a vida. À época, a ilha não possuía um sistema de alerta.

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Por fim, a última grande erupção ocorreu em abril de 1979, mas não houve vítimas porque a população local foi evacuada. Emfim, a ilha conta hoje com um moderno sistema de monitoramento e alerta para a população.

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