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A fumaça resultante das queimadas no Pantanal e na região amazônica já chega ao meio do Atlântico Sul e se aproxima do continente africano. Imagens de satélite da NASA que foram analisadas e publicadas na manhã desta terça-feira pelo pesquisador Santiago Gassó da agência espacial norte-americana mostrava uma área que o cientista disse ser provavelmente de fumaça no meio do Atlântico Sul, entre a América do Sul e a África, a cerca de 2.800 quilômetros a Leste da África do Sul.

Um ciclone extratropical profundo, que atua no Atlântico Sul e gera fortes correntes de vento de Oeste para Leste, contribui para transportar a fumaça pelo oceano. Correntes de vento conseguem transportar material particulado a grandes distâncias pela atuação das correntes de jato. Isso fez com que a fumaça dos incêndios na costa Oeste norte-americana cobrisse grande parte dos Estados Unidos e chegasse até o Norte da Europa.

As queimadas já devastaram cerca de 15% do Pantanal com mais de dois milhões de hectares de área queimada. Na região amazônica, o número de queimadas foi pouco inferior em agosto ao do ano passado, mas o estado do Amazonas teve o maior número de focos de calor em agosto de toda a sua série histórica.

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