
Houston DOT
A histórica onda de frio nos Estados Unidos pode pesar no nosso bolso. O frio extremo e a neve forçaram a interrupção da extração e refino de petróleo em muitas instalações do Sul norte-americano, levando a uma alta das cotações.
A produção caiu em mais de quatro milhões de barris diários em todo o país. Segundo a Bloomberg, o número corresponde a 40% da produção nacional dos Estados Unidos e é a maior queda de produção da história norte-americana.
U.S. oil production has plunged by more than 2 million barrels a day as the coldest weather in 30 years brings havoc to key producing states https://t.co/CoxTiW5ikW
— Bloomberg Energy (@BloombergNRG) February 16, 2021
Total U.S. oil production has plunged by one-third — the most ever https://t.co/ZlExkNduoP
— Bloomberg Energy (@BloombergNRG) February 17, 2021
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Houston, a autodenominada capital mundial da energia, teve ontem temperaturas mínimas históricas. Aeroporto Hobby (HOU) registrou 15°F (-9,4°), batendo o antigo recorde de mínima de 28°F (-2,2°) estabelecido em 1951. A mínima de 13°F (-10,5°C) no Aeroporto Intercontinental (IAH) bateu o recorde estabelecido em 1895.
Com o mercado de energia do Texas fortemente impactado, sendo um dos maiores do mundo, houve reação no mercado de commodities. No pregão de hoje, o petróleo Brent, de referência internacional e que é negociado em Londres, fechou o dia com alta de 1,6% cotado a US$ 64,34 o barril. Já o petróleo WTI, negociado em Nova York, subiu 1,8% para US$ 61,14 o barril.
Preços do petróleo operam em alta nesta quarta-feira de cinzas do carnaval que não houve, apoiados por frio nos EUA que congelou poços e afetou negativamente produção no Texas. Brent vai se aproximando dos US$65 por barril, enquanto barril nos EUA (WTI) rompeu US$60 #oil #PETR4 pic.twitter.com/cb5VEvMk26
— Luciano Costa (@AnaliseEnergia) February 17, 2021
As altas de hoje se somam às dos últimos dias e o petróleo está hoje com as maiores cotações desde janeiro do ano passado, ou seja, antes do tombo dos preços internacionais provocados pela pandemia.
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O Brasil, pela Petrobras, adota um modelo de preços denominado de paridade de importação. Os preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras têm como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo.
“A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço considera uma margem que cobre os riscos como volatilidade do câmbio e dos preços”, explica a empresa.
Analistas do mercado de energia, assim, esperam que a alta de preços internacionais potencializada pelo frio nos Estados Unidos acabe se refletindo na bomba do posto de combustíveis, com repercussão em toda a cadeia econômica pelos custos de transporte.
A Petrobras já subiu três vezes o preço de gasolina e diesel neste ano. O preço da gasolina acumula alta de 6,8% desde a última semana de 2020. Já o preço do diesel aumentou 4,6% no período, apontam dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP).