Frente quente se formou entre o Nordeste da Argentina, Uruguai e o Rio Grande do Sul neste começo de semana e desde ontem (3) traz instabilidade para a região, alimentada por uma corrente de jato em baixos níveis que transporta ar quente para as latitudes médias da América do Sul.

Foto mostra frente quente na Fronteira Oeste

PRISCILA ALUAP

Os acumulados de chuva de ontem até o final da madrugada de hoje (4) no Rio Grande do Sul somaram 66 mm em Itaqui, 63 mm em Maçambará, 61 mm em Quaraí, 57 mm em Uruguaiana, 53 mm em Porto Vera Cruz, 49 mm em Garruchos, 39 mm em Bagé, 36 mm em Aceguá, e 30 mm em Livramento, São Borja e Porto Lucena.

Massa de ar quente, úmida e instável cobre o Rio Grande do Sul nesta terça e favorece a ocorrência de chuva na maioria das regiões gaúchas. Não chega a chover em todo o estado e as precipitações tendem a ser irregulares com aberturas de sol entre nuvens ao menos em parte do dia em algumas localidades.

Chove em maior número de localidades do que ontem, quando a instabilidade associada à formação da frente quente se concentrou em municípios do Oeste e do Sul do Rio Grande do Sul.

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Pontos isolados podem ter pancadas passageiras de forte intensidade com trovoadas e ocasional granizo, mas o risco de tempo severo não é alto. Instabilidade maior ocorre no decorrer do dia em cidades entre o Oeste, Centro e o Sul do estado.

A temperatura se eleva mais novamente na Metade Norte, onde a atmosfera estará abafada no decorrer desta terça, sem previsão de forte calor. Com instabilidade, aquece menos no Sul gaúcho.

Chuva do fenômeno não vai causar novas enchentes

Apesar da chuva, os volumes previstos não são elevados na maior parte das cidades gaúchas e são mais altos no Oeste e no Sul do estado pela frente quente. A precipitação deve ocorrer de forma irregular e localizada nesta primeira metade da semana, assim, conforme o dia, não chove em todas as cidades do estado e ainda ocorrem intervalos de melhoria.

Uma vez que a chuva será irregular na maior parte da semana e ainda sem volumes altos na maioria dos locais do estado, a previsão é considerada positiva diante da situação hidrológica, já que diversos rios do Centro e do Nordeste do estado ainda permanecem com níveis elevados. A tendência é de que não ocorram novas enchentes em decorrência da instabilidade da frente quente.

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O que é uma frente quente

Uma frente quente é o limite entre uma massa de ar quente que avança e uma massa de ar frio que recua. Como o ar quente é menos denso, ele sobe gradualmente sobre o ar frio, favorecendo a formação de nuvens em extensa área e instabilidade.

Corrente de jato dde baixos niveis traz ar quente | METSUL

Frentes quentes são comuns durante os meses mais frios do ano no Rio Grande do Sul e países vizinhos, como a Argentina e o Uruguai. Junho, a propósito, é o mês com maior incidência do fenômeno.

Por que não ouvimos falar de frente quente no verão e sim no inverno? Porque a dinâmica que gera a sua formação é o avanço de ar quente a partir do Norte sobre uma massa de ar frio. Como no verão o predomínio é de ar quente não há avanço de ar quente sobre ar frio porque as massas de ar que atuam sobre o território gaúcho são de temperatura alta.

Frentes quentes são prolíficas em causar pancadas de chuva fortes a torrenciais, grande quantidade de raios e ainda granizo, assim que as pancadas por vezes fortes a intensas com muitos raios e granizo vão seguir no Rio Grande do Sul.