Grande parte do Rio Grande do Sul teve ontem uma jornada tórrida com temperatura em valores excepcionalmente elevados, o que se antecipava desde a semana passada viria a ocorrer na quarta-feira. Como esperado, a temperatura passou dos 40ºC na Grande Porto Alegre e nos vales, regiões que os modelos numéricos da MetSul indicavam seria as de calor mais intenso.

Leia tambémSuper El Niño em todos critérios: Pacífico rumo a um evento extremo

Na Capital, a máxima foi observada em estação da MetSul no Sul da cidade com 40,7ºC. Já na estação do Instituto Nacional de Meteorologia, situada dentro do Jardim Botânico, a máxima foi de 38,3ºC. Esse dado é o que entrará pra climatologia por ser a estação do Inmet a utilizada como a de referência histórica. A máxima ontem de 38,3ºC foi a mais alta na estação desde 5 de janeiro de 2016, quando fez 39,0ºC. Não houve, portanto, recorde. As maiores marcas oficiais da climatologia histórica de Porto Alegre são 40,7ºC (1943) e 40,6ºC (2014). Em Pelotas, a máxima de ontem de 39,7ºC foi a mais alta na cidade do Sul gaúcho desde 8 de janeiro de 2006, quando fez 39,8ºC.

A onda de calor chega ao fim nesta quinta com o avanço de uma frente fria, mas durante a próxima semana deve voltar a fazer muito calor no Rio Grande do Sul. Essa frente, se por um lado traz o alívio de encerrar esse período extremamente quente, por outro traz preocupação quanto ao risco de fenômenos severos.

Leia tambémVeja onde mais vai ter chuva no Brasil nesta semana

Como vai avançar por atmosfera de temperatura por demais elevada e instável, o risco de tempestades é alto. Podem ocorrer episódios de chuva localmente forte a intensa com elevados volumes e vendavais nesta quinta no Estado. O Sul gaúcho, em particular, pode ter altos acumulados de chuva. Já os vendavais devem acompanhar a chegada da frente com prováveis danos localizados.  (Com foto de capa de Alexandre Pinto)