Frente fria que vai mudar o tempo em parte do Rio Grande do Sul nesta quinta (27) e dar início a um período de instabilidade de vários dias com muita chuva no Sul do Brasil avança neste momento pela Argentina.

Imagem de satélite mostra frente fria

NOAA

A imagem hemisférica do satélite meteorológico GOES-19 da tarde desta quarta (26) mostrava a frente fria se deslocando pelo Sul da Argentina com escassa atividade, trazendo aumento de nuvens e escassa precipitação.

No começo desta quinta, a frente começa a ganhar atividade com chuva e risco de alguns temporais isolados em Buenos Aires e no Uruguai antes de começar a mudar o tempo em parte do território gaúcho.

Massa de ar quente com vento Norte cobre o Rio Grande do Sul nesta quinta e o sol vai aparecer com nuvens na maioria das regiões, mas a nebulosidade aumenta. Isso porque frente fria vai alcançar o Sul do estado com chuva, que pode ser forte em alguns pontos e acompanhada de raios e risco de temporais isolados de vento e queda de granizo ainda de manhã. Até o fim do dia, a instabilidade pode se estender a pontos do Centro e do Leste do estado. Na Metade Norte, o dia é quente com calor, mais intenso no Noroeste.

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Esta quinta marcará o começo de um período de vários dias de instabilidade em que se projeta muita chuva em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o que deve levar a alagamentos, inundações, deslizamentos de terra, queda de barreiras e cheias de rios com enchentes, tal como indicado em alerta publicado pela MetSul Meteorologia.

Será um episódio de instabilidade de longa duração associada à formação de um rio atmosférico que vai canalizar enorme quantidade de umidade da região amazônica para o Sul do Brasil, trazendo uma sequência de dias de chuva e que será forte a intensa em alguns momentos com elevados volumes.

Além da chuva, há risco de temporais isolados com vento forte e granizo, porém a maior preocupação é a chuva volumosa em parte do estado.

Os maiores volumes de chuva devem ocorrer no Alto Uruguai, Planalto Médio, Serra, Aparados e no Litoral Norte, mas, sobretudo, na região serrana. Nestas áreas, vários pontos podem somar de 100 mm até 250 mm até o final da segunda, não se descartando marcas superiores.

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Com isso, a chuva poderá provocar alagamentos, inundações, deslizamentos de terra e quedas de barreiras. Mas a maior preocupação é com os rios. Considerando onde deve chover com os mais altos volumes pelas projeções dos modelos, haverá enchentes. Os rios de maior risco são o Uruguai, Jacuí, Taquari, Sinos, Caí e Gravataí, além de rios menores que integram estas bacias.

Uma vez que vários destes rios desembocam na parte Norte da Lagoa dos Patos, o Guaíba em Porto Alegre também deve ter cheia durante a semana que vem com alta probabilidade que ocorram alagamentos e inundações nas ilhas da capital.

Precipitação com elevados volumes pode provocar transtornos também no estado de Santa Catarina, onde a chuva poderá gerar deslizamentos de terra, inundações e cheias de rios com as precipitações mais intensas previstas para o fim de semana e a segunda-feira.