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O sumiço do voo MH370, que intriga especialistas e o público no mundo inteiro, já é considerado um dos maiores mistérios da aviação comercial moderna. As equipes de resgate ampliaram nesta terça-feira a área de buscas do Boeing 777 da Malaysia Airlines, desaparecido, conforme as informações iniciais, quando sobrevoava o Golfo da Tailândia (localização no mapa abaixo). Hoje, contudo, militares da Malásia disseram que o avião voou por mais de uma hora após desaparecer das telas do controle de tráfego aéreo, alterando a sua rota e viajando para o Oeste, sobre o Estreito de Malaca, aumentando o mistério.



As buscas agora incluem a costa da ilha de Sumatra, na Indonésia, e Hong Kong. O esforço internacional reúne 40 navios e 24 aviões de pelo menos dez países que cobrem uma superfície de 500 mil milhas náuticas quadradas, mas que, até o momento, não deram resultados. Os chineses direcionaram dez satélites para auxiliar nas buscas. A aeronave, cujo modelo é considerado exemplar diante do seu histórico de segurança desde que foi lançado em 1995, transportava 239 pessoas a bordo.


A localização do Boeing 777 segue um mistério quatro dias depois do seu sumiço. Sempre que há um episódio como este, que tem chamado a atenção do mundo, as condições do tempo em rota são imediatamente analisadas. Foi o caso do voo 447 da Air France, que caiu no Atlântico, e enfrentou violentas tempestades. As condições atmosféricas, porém, não parecem ser relevantes na investigação do destino do voo 370 da Malaysia. Na rota não havia nenhuma nuvem de grande desenvolvimento vertical associada a tempestades com vento forte ou granizo. Imagens de satélite, aliás, não mostravam quase nuvens. A imagem de satélite de Departamento de Meteorologia da Malásia do momento em que a aeronave desapareceu mostra que não havia tempestades ou qualquer fenômeno significativo. Ao contrário, o céu apresentava escassa cobertura de nuvens.  


Os sensores de descargas não acusavam raios na rota. Sobre partes da China havia neve, mas as nuvens associadas à precipitação não alcançavam altitude de cruzeiro. O vento em altitude igualmente não era intenso. O mapa de vento no nível de 250 mb (aproximadamente o nível de voo FL340) da hora do desaparecimento do aparelho indicava condições tranquilas.



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A região entre a Malásia e o Vietnã, onde mais se têm concentrado as buscas pelo avião até o momento passa pela sua estação seca e apresenta chuva abaixo do normal desde o começo do ano com predomínio do sol. O tempo seco com águas predominantemente calmas tem ainda beneficiado os trabalhos das equipes de busca e salvamento que estão empenhadas em localizar o avião. O tempo, assim, não parece ser protagonista neste que é um dos maiores mistérios da aviação moderna.   

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