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Pessoas se refrescam para combater o calor escaldante durante uma onda de calor em Sevilha em 13 de junho de 2022| CRISTINA QUICLER/AFP/METSUL METEOROLOGIA

A Espanha viveu em 2022 o ano mais quente desde 1916, ano a partir do qual há dados disponíveis, informou a Agência Meteorológica do Estado (Aemet). A agência Aemet acrescentou que foi “a primeira vez que a temperatura média anual superou 15°C”. Reino Unido e França também tiveram os anos mais quentes de sua história.

“Até 2011, não haviam sido alcançados 14,5°C” de temperatura média anual e, “desde então, já ocorreu cinco vezes”, acrescentou a agência. Como parte da Europa, a Espanha sofreu em 2022 várias ondas de calor intensas, durante um verão marcado por um número recorde de incêndios florestais, um excesso de mortalidade e uma grande seca.


Quase 4.744 mortes na Espanha foram atribuídas ao calor durante o verão de 2022, segundo estimativas do excesso de mortalidade de um instituto de saúde pública. Em 2022, os incêndios arrasaram mais de 300 mil hectares, o pior balanço desde o início das medições em 2000, de acordo com o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS).

Os reservatórios de água chegaram a 43% de sua capacidade no final de dezembro, frente a uma média de 53% nos últimos dez anos, segundo o Ministério da Transição Ecológica. A região da península ibérica foi assolada por uma grave seca, descrita como a pior em 60 anos em algumas áreas da Espanha e de Portugal, mas, recentemente, a chuva retornou e com excessos no território português.


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