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Dois ciclones vão atuar na costa do Brasil nas próximas horas. Um já está formado no litoral da Região Sudeste e outro vai se originar amanhã no Sul do Brasil. Nenhum dos sistemas traz ameaça maior de vento e o risco em ambos é a ocorrência de chuva com volumes altos.

 A Marinha do Brasil confirmou em sua carta sinótica das 21h do domingo (25), publicada em seu sítio na madrugada de hoje, a formação da tempestade subtropical Mani na costa do Sudeste do Brasil, indicando uma pressão mínima central do sistema de 1006 hPa com 22ºS de latitude Sul e 39º de longitude Oeste, movendo-se lentamente na direção Leste-Sudeste, afastando-se do continente. 

Ao evoluir do status de depressão subtropical (não é nomeada) para uma tempestade subtropical pela intensificação do vento, o sistema acabou nomeado e recebendo o nome de Maní.

Em seu aviso de mau tempo para a navegação, a Marinha do Brasil adverte para vento com força 7 a 8 (50 a 70 km/h) e rajadas de até força 9 na escala Beaufort (88 km/h) na área marítima, com o vento mais forte se concentrando sobre o Oceano Atlântico junto ao Sudeste do Brasil e a área costeira da Bahia, mais ao Sul.

A última tempestade subtropical no Atlântico Sul antes de Mai foi a Kurumí, que atuou entre os dias 23 e 25 de janeiro deste ano, e se formou na mesma região em que agora está Mani. Normalmente, estes sistemas considerados anômalos ou atípicos se formam nos meses de verão e do outono, quando as águas do Atlântico estão mais aquecidas, logo uma tempestade subtropical ainda no mês de outubro foge ao que normalmente é observado.

A tempestade subtropical Maní traz chuva forte para pontos do Sudeste do Brasil. Sua circulação de umidade ao interagir com o ar tropical quente e úmido pode causar chuva localmente forte e volumosa em parte de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. O estado mais atingido, entretanto, deve ser o Espírito Santo com chuva volumosa e que pode exceder 100 mm em diversos municípios. Por efeito de orografia (relevo), algumas áreas podem ter mais.

No Sul do Brasil, um vórtice ciclônico vai se formar na terça-feira sobre o Leste do Rio Grande do Sul com o centro de baixa pressão avançando para o Atlântico a Sudeste do Chuí.

Este sistema vai impressionar nas imagens de satélite porque o eixo do ciclone (a espiral) estará sobre o continente e justamente na parte Leste do Rio Grande do Sul, que inclui Porto Alegre.

 Este vórtice ciclônico da terça pode trazer vento moderado e ocasionais rajadas no Leste gaúcho, mas a MetSul não espera que seja um sistema gerador de vento intenso. O grande risco associado a este sistema será chuva forte e volumosa com possibilidade de alagamentos em pontos do Leste e do Nordeste gaúcho, sobretudo na área da Lagoa dos Patos e seu entorno, o Litoral, os vales, a Grande Porto Alegre e a Serra.

Os acumulados de precipitação apenas da noite de hoje e da terça-feira podem ficar perto ou mesmo podem superar os 100 mm em pontos do Leste gaúcho, especialmente na área da Lagoa dos Patos e seu entorno. Porto Alegre e a região metropolitana estão entre as áreas com risco de chuva forte.

 

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