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Um dos destaques desta semana no tempo foi a formação na costa do Rio Grande do Sul do ciclone subtropical Oquira, inicialmente uma depressão subtropical que depois ganhou o status de tempestade e foi nomeada com a intensificação do vento. Se a formação de um ciclone subtropical em alto mar na costa do Sul do Brasil já é incomum, e a última vez tinha sido em 2016, um ciclone subtropical formar uma dupla com um outro ciclone, este extratropical, no Atlântico Sul, é ainda mais incomum.

Foi o que ocorreu ontem. O ciclone subtropical Oquira ainda atuava no Atlântico Sul, na altura do litoral da Argentina, já rebaixado a uma depressão subtropical, e imediatamente a Oeste, na costa argentina, havia um ciclone extratropical do qual derivava a frente fria que começava a ingressar no estado do Rio Grande do Sul com chuva e temporais. Uma dobradinha de ciclones, um extratropical – o comum na região – e o raro subtropical.

A carta sinótica da Marinha das 9h da quarta-feira (30) retratou o cenário meteorológico com dois ciclones de natureza distintas atuando quase que lado a lado no Atlântico Sul. O subtropical com 998 hPa de pressão e a Oeste o extratropical com 994 hPa.

Já na carta sinótica das 9h desta quinta-feira (31) as duas baixas ainda são visíveis. O ciclone extratropical com uma frente fria associada sobre o Sul do Brasil está mais a Leste no Atlântico e mais intenso, com pressão central de 998 hPa, e o ciclone subtropical deixou de existir.

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