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Os acumulados de chuva entre o final da tarde de segunda e a manhã de ontem foram descomunais para apenas pouco mais de doze horas em alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro. As estações do Alerta Rio registraram 343 mm na Rocinha, 341 mm no Alto da Boa Vista, 335 mm na Barra, 334 mm no Jardim Botânico, 329 mm em Copacabana, 312 mm no Vidigal e 311 mm no Riocentro.


Em algumas estações houve recordes de precipitação desde que o Alerta Rio começou a medir a chuva na cidade em 1996. O maior acumulado em 24 horas segue em 360,2 mm no Sumaré em 6 de abril de 2010.

O Rio de Janeiro tem um histórico de eventos desastrosos de chuva ao longo de toda a sua história. Desde o começo do século passado, em particular, a capital fluminense teve calamidade pela chuva em anos como 1915, 1928, 1966,1967, 1988, 1996 e 2010. Os episódios de 1966 e 1988 provocaram centenas de mortes.

 

Em 2010, a chuva extrema se deu nesta mesma época do ano e por cenário meteorológico muito parecido com o de agora. Ar mais frio avançou pelo Sul do Brasil e o vento úmido de Sul ao encontrar o ar tropical sobre o Sudeste do Brasil gerou nuvens muito carregadas.


O fluxo de ar úmido ao encontrar o relevo da Serra do Mar, e o Rio de Janeiro é uma cidade entre morros, ascende e se resfria, gerando o que se chama de chuva orográfica (de relevo) que produz volumes extremos. Justamente esse processo orográfico explica que a chuva tenha tido volumes muito altos também neste começo de semana nos litorais Norte paulista e Sul do Rio de Janeiro.

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