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Devastação em Barbuda

Foto feita no olho do furacão Irma a partir de um avião caça-furacões (hurricane hunter) que coleta dados meteorológicos

Irma segue como um furacão arrasador categoria 5, o máximo da escala Saffir-Simpson, avançando pelo Caribe com potencial catastrófico. Neste momento, conforme o mais recente boletim do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), das 21h desta quarta-feira, Irma segue com vento sustentado de 295 km/h com rajadas mais intensas. A pressão atmosférica no centro da tempestade, calculada a partir de rádiosondas lançadas pela tripulação de aviões caça-furacões (hurricanes hunters) que ingressam no olho do furacão, se mantém ainda no patamar de 916 hPa.

Ao longo da quarta-feira, o centro da tempestade bestial em intensidade com vento ao redor de 300 km/h e rajadas mais intensas passou por um conjunto de ilhas caribenhas como Saint Martin, Antigua, Barbuda, etc. São locais em que a economia é dependente do turismo internacional. Os efeitos nestas ilhas foi devastador com colapso de residências e prédios, inundação por chuva e elevação da maré em metros, rede de infra-estrutura severamente atingida e outros estragos. A extensão exata dos danos ainda não é totalmente conhecida porque as comunicações são difíceis e muitas áreas estão inacessíveis por terra e somente podem ser alcançadas a partir de helicópteros.


A parte francesa de Sain Martin teve 95% dos prédios destruídos, de acordo com o balanço das autoridades locais. Já em Barbuda, o governo local descreve que mais de 90% das edificações e carros acabaram destruídos no que foi classificado como “devastação absoluta” que deixou a ilha caribenha “praticamente inabitável”. Nesta noite, Irma avança sobre o mar ao Norte de Porto Rico, muito perto da costa, trazendo volumes de chuva extremos e vento destrutivo para o território dos Estados Unidos no Caribe.

Irma deve manter-se com categoria 5 porque ao avançar ao Norte de Hispaniola e de Cuba vai avançar sobre águas muito quentes que alimentam a tempestade de energia. Os dados mostram o oceano por demais aquecido no estreito entre Cuba e o estado americano da Flórida. Esse é o grande temor dos especialistas em Meteorologia tropical, afinal o Estreito da Flórida muito aquecido pode agravar o impacto de Irma no estado.

Furacão Irma com força devastadora sobre o conjunto de pequenas ilhas a Leste de Porto Rico

Imagem de satélite mostra a pequena e devastada Barbuda no olho do furacão Irma.

As projeções divulgadas pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) traziam um cenário de pesadelo para o Sul do estado americano da Flórida. O NHC previa que Irma pode atingir com categorias 4 ou 5 a área de Miami no fim de semana. Se isso ocorrer, e o prognóstico está longe de se definitivo, os efeitos do furacão na região seriam arrasadores e muito piores do que visto dias atrás no Texas com a tempestade Harvey.


O cenário para a Flórida é o mais ameaçador desde agosto de 1992, quando o furacão categoria 5 atingiu o Sul do estado americano. A região de Miami foi severamente impactada. A cidade de Homestead, ao Sul de Miuami, foi varrida do mapa pela força de Andrew.

 

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