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Ignácio Bergara/Tormentas del Litoral

A Argentina testemunha nestes dias um desastre ambiental pelos incêndios atingem as ilhas do Rio Paraná, especialmente no delta da região de Rosário, na província de Santa Fé. 

O fogo começou ainda em fevereiro, quando começou a queima de pastagens nas ilhas do delta do Paraná. Na costa de Rosário, as chamas destruíram uma área quase três vezes maior que a cidade de Buenos Aires.

Imagem de satélite mostra pontos de incêndios e fumaça das queimadas no delta do Rio Paraná de 23/7 a 30/7. (CONAE)

Vento transportou a fumaça dos incêndios para a província de Buenos Aires.(Santiago Gasso/NASA)

O fogo que reaparece quase todos os dias nas ilhas de Rosário não está apenas causando um desastre ecológico na área, com a morte de animais e a destruição da flora nativa.

A cidade de Rosário foi envolta por uma gigantesca nuvem de fumaça que atingiu 60 quilômetros de extensão, causando problemas respiratórios aos habitantes no meio da pandemia de Covid-19.

Com os novos incêndios nas ilhas de Entre Ríos, novamente a fumaça se tornou um problema para Rosário e para a região que forma toda zona industrial, mas, particularmente, para a região central de Rosario, uma vez que grande parte das queimadas ocorre bem em frente à área.

Uma pesquisa realizada pelo grupo ambientalistas Naturalistas Santafesinos publicada pelo jornal La Nación indica que desde fevereiro passado o incêndio devastou uma área de mais de 530 quilômetros quadrados. 

Ainda é um mistério o que originou os 8.000 focos de incêndio numa região onde esse método de queima de pastagens é historicamente usado. A vegetação serve de alimento para o gado e é posteriormente regenerada. Os incêndios geraram revolta entre os moradores da região.

Os incêndios ocorrem em meio à escassez de chuvas e menor vazão do Paraná nos últimos 60 anos. Isso faz com que a vegetação fique seca. A umidade dos banhadas que poderia conter o fogo não impediu neste ano o alastramento das chamas pelo quadro de estiagem. 

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