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Cenário de perigo por excesso de chuva em Belo Horizonte e sua região metropolitana | Defesa Civil de BH/Divulgação

O cenário é de perigo para a cidade de Belo Horizonte e sua região metropolitana. Já choveu muito e vem muito mais água, conforme análise da MetSul Meteorologia. Chuva por vezes forte a torrencial é prevista para a noite deste sábado, o domingo e a primeira metade da semana na capital mineira e região.

Os volumes de chuva no mês de janeiro até 9h deste sábado na cidade de Belo Horizonte, de acordo com dados da Defesa Civil, foram de 201,4 mm em Barreiro (61% da média de todo o mês), 251,4 mm no Centro-Sul (76% da média mensal), 214 mm no Leste (65%), 162,4 mm no Nordeste de BH (49%), 194,2 mm no Noroeste (59%), 149,4 mm no Norte (45%), 217,2 mm no Oeste (66%), 150,6 mm na Pampulha (46%), e 142,2 mm na Venda Nova (43%).


A grande discrepância de volumes de um ponto para outro dentro da mesma cidade explica-se pela normal irregularidade da chuva que não costuma ser homogênea. Precipitação convectiva, associada ao calor e à umidade, traz pancadas isoladamente fortes a torrenciais com altos volumes em curto período, o que contribui para aumentar ainda mais a discrepância de volumes de um bairro para outro em uma mesma área urbana.

A média de chuva histórica de janeiro de Belo Horizonte é de 329,1 mm e apenas na primeira semana do mês alguns pontos da cidade já atingiram três quartos da normal histórica. Como a tendência é de muita chuva até a metade da semana com elevados volumes, grande parte ou toda a cidade de Belo Horizonte deve exceder a média de chuva de janeiro inteiro já no dia 12 deste mês.


Em 2020, O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou o janeiro mais chuvoso da história da cidade de Belo Horizonte com 935,2 mm de chuva no primeiro mês do ano, portanto o triplo da média do período (329,1 mm) na cidade. Foram diversos temporais na capital mineira naquele mês há dois anos com 13 mortes, enchentes, deslizamentos de terra e destruição de ruas e avenidas.

Os volumes de chuva indicados pelos modelos numéricos analisados pela MetSul para a área de Belo Horizonte até quarta-feira são consideravelmente altos e podem ser esperados períodos de intensa precipitação com altos acumulados em curto intervalo que provocam o transbordamento de córregos e acentuam a possibilidade de deslizamentos de encostas.

A região da capital mineira dever ter, no mínimo, 100 mm a 150 mm de chuva com alguns pontos isolados podendo registrar 200 mm a 300 mm, se não superiores, até quarta. Com isso, o risco geológico de deslizamentos será altíssimo e a probabilidade de alagamentos e inundações muito altos, considerando que vem chovendo muito e os níveis dos arroios está alto e o solo saturado de umidade.

A preocupação se estende a outras regiões do estado de Minas Gerais que podem ter volumes extremos no período. Sob este cenário de chuva de até 200 mm a 300 mm em alguns municípios mineiros, isoladamente até superiores, e acumulados muito altos na região mais densamente povoada do estado que é a área metropolitana de Belo Horizonte, a próxima semana deve ser crítica do ponto de vista meteorológico em Minas Gerais com alto risco de novos desastres e graves ocorrências pelo excesso de chuva com perigo à vida humana e danos materiais, assim como os registrados nas últimas horas.

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