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Nilson Wolff/Arquivo

Sempre que a previsão de neve é para o final de semana inevitavelmente nas redes sociais aparecem maledicências quanto ao fato da previsão de neve ser “justamente para um fim de semana”, o que beneficiaria o setor hoteleiro.

Ocorre que os modelos numéricos que projetam neve são gerados em super computadores que estão no exterior, em centros meteorológicos de diversos países, e, por serem máquinas, ignoram  por completo se o local para onde estão  indicando neve possui vocação turística ou não para o frio. Projetam neve tanto para áreas absolutamente desabitadas e desérticas do Norte do Chile como para regiões altamente turísticas e beneficiadas pelo frio como Bariloche, na Argentina.


Em 2010, a afiliada da rede de televisão NBC na Filadélfia (Estados Unidos) publicou uma matéria sobre o fato das pessoas perceberem que a neve na cidade costuma ocorrer no fim de semana. Os meteorologistas, então, foram pesquisar as datas de ocorrência de neve registrada no fim de semana assim como entre sexta e sábado e domingo para segunda-feira. 

O levantamento mostrou que a percepção popular sobre nevar mais na cidade norte-americana em fim de semana é correto e que os principais eventos de neve se deram justamente entre sexta-feira e segunda-feira. Os mesmos meteorologistas não encontraram, contudo, nenhuma razão lógica ou científica para isso, não passando de coincidência e a natureza sendo natureza.

Este segundo episódio de neve de 2019 que se prevê para o começo de agosto vai cair em um final de semana assim como ocorreu no primeiro entre os dias 5 e 6 de julho, de sexta-feira para sábado. Mera coincidência. 


E, a propósito, o último grande episódio de neve no Rio Grande do Sul, em agosto de 2013, se deu numa noite e madrugada de segunda para terça feira. Nada de fim de semana! 

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