Pesquisadores apontam que a Circulação Meridional do Atlântico (Amoc) pode não colapsar até 2100, mas seu enfraquecimento severo pode causar impactos devastadores no clima global e na vida de bilhões de pessoas.

A Amoc é um sistema essencial de correntes oceânicas que regula o clima global. O aquecimento global está enfraquecendo esse fluxo, aumentando os riscos de eventos climáticos extremos e alterações ambientais irreversíveis.

Correntes Oceânicas – a Circulação Meridional de Oscilação do Atlântico (AMOC)

Estudos indicam que a Amoc está se tornando instável e pode atingir um ponto de ruptura. No entanto, modelos climáticos avançados sugerem que um colapso total antes de 2100 é improvável.

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A pesquisa mais recente mostra que os ventos no Oceano Antártico continuam a impulsionar a circulação oceânica, reduzindo a probabilidade de uma paralisação completa das correntes neste século.

Apesar disso, um enfraquecimento significativo da Amoc pode ter impactos severos, incluindo aumento das secas, inundações intensas, tempestades mais fortes e a elevação do nível do mar, afetando milhões de pessoas.

O derretimento acelerado da camada de gelo da Groenlândia e o aquecimento das águas oceânicas estão tornando a Amoc menos densa, desacelerando sua circulação e ampliando os riscos de desestabilização climática.

Cientistas já haviam identificado que a Amoc está no nível mais fraco dos últimos 1.600 anos. Em 2021, sinais de um ponto crítico de ruptura aumentaram as preocupações sobre seu futuro.

Crédito: ODD ANDERSEN/AFP/METSUL

Se a Amoc colapsar, chuvas essenciais para a agricultura seriam severamente afetadas, tempestades se intensificariam e o nível do mar subiria drasticamente, impactando populações vulneráveis ao redor do mundo.

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Embora um colapso total não seja esperado neste século, pesquisadores alertam que o risco não pode ser ignorado. Reduzir as emissões de gases do efeito estufa continua sendo essencial para mitigar essa ameaça.

O estudo destaca a necessidade de melhorar modelos climáticos e monitoramento oceânico. Compreender melhor o comportamento da Amoc pode ajudar a prever cenários futuros e preparar políticas para reduzir impactos climáticos globais.

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